Monthly Archives: novembro 2009
A notícia gerou polêmica. Até pelo fato de que o Twitter ainda não tem um modelo de negócios, apesar de sua gigantesca audiência. Quer dizer, mesmo não rendendo lucros diretamente, o Twitter é uma aposta bilhonária de acionistas. A revelação de um modelo de cobrança gerou grande impacto internet afora, tanto contra quanto a favor da proposta.
Mas por enquanto, simplesmente esqueçam essa história toda. A Digital Garage, empresa responsável pelas operações do Twitter no Japão, desmentiu esta informação explicando que foi tudo um mal-entendido. Aparentemente o engano se originou em uma palestra de Kenichi Sugi, que é Chefe de Operações da DG Mobile (empresa subsidiária da Digital Garage). Na tal apresentação, Kenichi estava falando sobre o futuro do conteúdo digital e possibilidades de negócio para o futuro. E citou a possibilidade dos tweets pagos. Daí a aparecerem reportagens na imprensa japonesa noticiando a apresentação como se fosse um anúncio do Twitter foi um pulo. E de lá para o resto do mundo, inclusive no FW.
O modelo é realmente interessante, e com toda essa repercussão criada sobre a história talvez ele seja melhor considerado e quem sabe até implementado num futuro próximo. Mas por enquanto o Twitter continua gratuito, aqui, no Japão e em qualquer outro lugar.
reproduzido na integra de Fayer Mayer

O E-commerce brasileiro possui diversos aspectos positivos, dentre eles estão o seu posicionamento no ranking mundial e cases exemplares como Americanas, Submarino e Mercado Livre. O ponto negativo se da por conta do atraso em relação a implementação de ações mais ousadas nas mídias sociais. Os grandes players do mercado de E-commerce ainda estão engatinhado diante ao mar de possibilidades que a social media pode oferecer. Aparentemente o maior receio dos diretores de marketing é achar que essas plataformas servem apenas como branding e não convertem em vendas. O Zappos e o Camiseteria são exemplos reais de como as redes sociais podem transcender a construção de marca e gerar vendas.
Uma maneira simples de entender como mídias sociais podem impulsionar as vendas é dividindo em três partes:
Tráfego: A visitação de um site e conversão de vendas são variantes proporcionais, logo, o ideal é sempre buscar aumentar o número de visitantes. Criar uma rede social dentro do e-commerce pode ajudar a gerar visitação através das ferramentas de busca e viralização de conteúdo. Os usuários costumam gerar conteúdo em suas redes sociais e com um tempo o seu site aumenta gradualmente o número de palavras pelas quais pode ser encontrado através do google ou qualquer ferramenta de busca. A indexação de novas palavras através dos usuários é positivo pois tem muita relevância com o conteúdo e dependendo da freqüência da criação dessas palavras o seu site pode chegar rapidamente ao Top 10 google em buscas de palavras-chaves do seu segmento. A criação de tráfego da maneira viral nada mais do que a inserção de widgets que divulgam o seu conteúdo em redes sociais da sua escolha, o share it é um dos mais conhecidos para esse tipo de ação.
Confiabilidade: Avaliar um produto e comentar sobre o mesmo são iniciativas que já se tornaram indispensáveis. Os usuários levam em consideração bastante a opinião de outros usuários durante o processo de compra, porém, em diversos casos os internautas não possuem um contato mais profundo. Ao passo que as empresas além de possibilitar comentários e avaliações também oferecem uma interatividade mais profunda entre usuários através de espaço perfis individuais e fóruns, esses irão poder trocar informações de maneira mais densa.
CRM: Atualmente as empresas entendem taxa de rejeição de página, tempo médio no site e ROI de Adwords, porém, não conseguem traçar aspectos qualitativos referentes ao hábito de compra. Criar uma rede social onde você entende o que cada usuário fala, compra e avalia, ajuda a criar um CRM qualitativo robusto.
Uma ótima dica para entender melhor esse cruzamento entre mídias sociais e e-commerce é participado do Ning Bate papo sobre e-commerce e mídias sociais da Lígia Dutra
Antes disso, vou aproveitar e agradecer, mais uma vez, ao Ernani Rocha, que me hospedou aqui em SP sem me conhecer, mau e mau pelo twitter. Além disso, o Ernani está me ajudando a dar uma melhorada no blog, tanto na parte do visual, quanto no conteúdo. Preciso lembrar também que a hospedagem continua sendo da Signativa.
Palestra 1: Digital: Caos e Inovação com Luli @radfahrer
Simplesmente genial. Antes de fechar este curso eu me certifiquei que o @radfahrer daria mesmo essa aula/palestra. Ele foi definitivo na decisão de fechar este curso, sou fã do cara!
Quem conhece o perfil do Luli e ja viu as palestras dele, sabe que ele da uma volta enorme e fecha sempre, com chave de ouro. Esse foi um dos vídeos que me deixaram arrepiado da aula dele.
O Filme é Network, de 1976 ( Rede de Entrigas, no Brasil ) que diz para as pessoas se rebelarem, dizerem o que está errado e o que as encomoda. Naquela época as pessoas não tinham as ferramentas que tem hoje para serem ouvidas. Reflete totalmente o que acontece na chamada da era da internet 2.0, termo muito criticado pelo @radfahrer e que concordo totalmente com ele. Enfim.... veja o vídeo.
Um outro vídeo que gostei muito foi de uma cena do Pulp Fiction que sou muito fã também, afinal Tarantino é Tarantino. E o Samuel L Jackson foi muito foda nesse filme. Mas nesse caso foi um estudante que mandava bem em tipografia e fez a ideia primeiro e depois foi copiado por inúmeras agências que vendiam automóveis :-)
E pra finalizar a parte dos vídeos teve este, excelente iniciativa da Berlitz, uma escola de inglês que diz que cada música, tem uma história, e inverte todo o sentido das letras, na mente de alguém, que não fala inglês. Hilário, confere ai
E não é que, no início da aula, quando ele entra na sala ele olha pra turma e diz, alguém usa mac, esqueci meu carregador. Puta sorte, fui o premiado e segundo ele, salvei a aula, de quebra ainda ganhei um #followfriday. Perfeito :-)
Palestra 2: Indicadores e Métricas para Campanhas Digitais com Manuel Materon
Foi uma palestra bacana, válida... mas meio massante pois muito técnica, até pra mim. Mas vamos lá dar uma filtrada no conteúdo todo:
a) Métricas Onsite:
Visitas: Número total de visitas que o site recebeu
Conversões: Número de pessoas que fizeram a ação desejada ( cadastros, compras, interagiram, etc...)
Custo por conversão: Valor médio investido para gerar 01 conversão (total de conversões / total de investimento em marketing )
Visitantes únicos: Número de usuários únicos que visitaram o site.
Tx de Rejeição: Número percentual de visitas de uma única página, ou seja, desistiram de navegar.
b) Métricas Offsite:
Impactos: Número de vezes que a peça publicitária foi exibida
Pessoas impactadas: Número de pessoas que viram alguma peça publicitária da campanha
Cliques: Número total de vezes que as pessoas interagiram com a peça através de cliques
Frequência: Número médio de vezes que uma pessoa viu alguma peça da campanha (total de impressões / total de pessoas impactadas)
Taxa de conversão: Taxa de conversões sobre o volume de cliques gerados pela campanha
Quando usar métricas ??
1) Branding:
a) Tempo de exposição
b) Quantidade de interações
c) Usuários únicos impactados
2) Vendas:
a) Custo por click
b) Custo por Conversão
c) ROI - Retorno sobre Investimento
3) Promoção
a) Quantidade de cadastros efetuados
b) Custo por cadastro
c) Custo
Isso é um resumo, tem muita coisa, vários gráficos que fica meio complicado de eu postar agora, estou tomando um café aqui na Starbucks do shopping Eldorado e revisando as palestras :-)
O mais importante é começar a planejar as ações no início da campanha, pra poder monitorar tudo:
PLANEJAMENTO + TECNOLOGIA = MÉTRICAS
você pode fazer algumas simulações numa calculadora que customiza métricas. Veja neste site
94% dos pontos de contato do internauta são ignorados através da forma tradicional (lastAd)
LastAd:
última peça clicada;
última peça visitada;
No ENGAGEMENT MAPPING a realidade é diferente: As campanhas impactam consumidores diversas vezes, de formas variadas, em vários canais, durante períodos de tempo.
No ENGAGEMENTE ROI os fatores de análise e atributos de conversão são iguais a: Frequência, Recência, AdSize e Rich Media
O que senti MUITA falta foi medir as métricas de mídias sociais. Fiquei decepcionado nesse ponto. Mas ainda sim, consegui esses dois sites para referência e pesquisa: iMedia Connection e o Clickz
Palestra 3: Mobile Marketing com Marcelo Castelo
Essa palestra, apesar de não estar focada em mídias sociais foi bem legal, pra começar vamos ver alguns números sobre mobile no Brasil. Eu não sei dizer a fonte exata das informações pois veio em forma de bate papo durante a palestra.
168 milhões de linhas ativas no Brasil (82,3% são pré-pagos) para R$ 190 milhões de brasileiros
50% dos celulares pré pagos no Brasil hj estão sem créditos
O Google no Japão ganha mais dinheiro vendendo anúncios mobile do que na web
Ate 2014, faturamento das operadoras de celular com internet movel chegara a US$ 16,5 bilhoes
O Marcelo escreve pro site http://www.mobilepedia.com.br/ e também compartilha links pelo twitter dele @mcastelo onde vc pode encontrar mais informações.
Vou destacar aqui algumas maneiras de utilizar ações publicitárias para mobile:
1) Alertas SMS
O cliente coloca seu número de celular no hotsite e recebe informações do serviço, seja um exame médico ou informações sobre um apartamento que está interessado.
O McDonald's tem uma ação que vc diz qual a loja que vc frequenta mais perto da sua casa e te envia um SMS dizendo que naquele dia se vc apresentar o celular com a mensagem, ganha um Sundae na compra de um Big Mac
O SMS custa R$0,31 e o Selo Postal R$0,63
A mudança de depósito de cupom impresso no ponto de venda mesmo ( sem ter que ir no correio) pro SMS gerou um resultado 11 vezes melhor.
2) Concurso Cultural
Fique atento: Sempre limitar o mesmo número de caracteres do celular para quem for participar pela web também. Aparelhos CDMA tem limite de 136 caracteres.
3) Gift Pack
Grandes prêmios X prêmios instantâneos
Prêmios físicos X minutos grátis (pré e pós pago)
fique atento:
Dar créditos em forma de dinheiro é possivel em todas as operadoras do Brasil mas está restrito a clientes pré-pagos.
Dar créditos em forma de minutos ainda só é possível para clientes da operadora Claro
4) SMS Games
Figurinhas de filmes, desenhos, etc com código único
Ao enviar o sms com o código, consumidor recebe sms com link para fazer download gratuito do game exclusivo ( mas paga os kbs que baixou)
Fique atento:
É necessário aprovar a mecânica com as operadoras.
Sempre informar aos consumidores se eles serão cobrados pela interação ou download
As opções e possibilidades para o mobile são enormes, existem ainda: Cadastro web = SMS grátis, Sampling -Pesquisa SMS, Portal de voz interativo, torpedo de voz, app's, games, bluetooh e realidade aumentada.
Se eu tivesse a apostila em pdf disponibilizaria aqui, mas como não é o foco do blog ( e acho até que já me extendi demais em mobile) vou ficando por aqui.





