Monthly Archives: fevereiro 2010
via @comunicadores
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1) Israel pergunta: Nino, Apresente-se e nos conta um pouco como foi a trajetória do seu trabalho. Você tem uma agência que presta assessoria e realiza o já conceituado Sou Mais WEB. O que você pode nos contar em relação às empresas que atende? Quais são os casos ou o que vc percebe do mercado que está comprando esse tipo de assessoria ?
@ninocarvalho responde: trabalho com internet há 12 anos, tendo sido um dos pioneiros no Brasil e, hoje, sou reconhecido como referência nacional em Marketing Digital. Sou jornalista, Mestre em Administração de Empresas (IBMEC) e pós-graduado em Marketing e Estratégia pelo Chartered Institute of Marketing (CIM, no Reino Unido). Estou concluindo o MBA em Gestão de Pessoas da FGV e fiz cursos de extensão na ESPM, John Moore University (Liverpool) e Manchester University.
Sou consultor em Estratégias e Inteligência de Marketing Digital da Godfather Estratégias Sociais e atendo a empresas nacionais e internacionais em diversos segmentos. Concebi e implementei programas de capacitação, estratégias, soluções e planos de e-marketing, em organizações como: Souza Cruz, Embratel, L’Óreal, Wyeth (Centrum e Advil), Ibeu, SporTV, InPress Porter Novelli, Cadê / StarMedia, University of Notre Dame Australia, Invent (onde fui Gerente de Comunicação dos sites Central de Desejos, Orelha Digital e Elefante), Forum PCs, Furnas, Comunique-se, XPress Comunicação, Qualimetrica Pesquisa, CBTU, entre outras.
Atuei como e-Creative Director para a América Latina e o Caribe no British Council (órgão do Governo Britânico para Educação e Cultura), onde liderou o Online Transformation Programme – uma iniciativa global na qual desenvolveu metodologias e guidelines que estão sendo implementados mundialmente em toda a organização. Posicionei a América Latina como centro de e-soluções e criatividade online em mais de 100 países. Sou reconhecido amplamente pela excelência na gestão de projetos de internet com foco no cliente, sempre alcançando alto impacto junto ao público-alvo.
Ministro programas de treinamento, cursos e palestras sobre Comunicação e Marketing Online, Redes Sociais, Planejamento Estratégico, Marketing de Relacionamento e Marketing de Serviços, em organizações e instituições de ensino como: Presidência da República, Senado Federal, British Council (Brasil, Reino Unido, Chile, Argentina, Venezuela e Colômbia), Câmara de Comércio Americana (AmCham), Governo do Rio de Janeiro, Prefeitura de Porto Alegre, Universidade de Vila Velha (ES), Universidade Gama Filho, Estácio (RJ e ES), UFF, Univale (MG), PUC-RJ, Facha, Universidade de Belas Artes (SP), UFRJ, IBMEC-RJ, UniUbe (MG), Universidade Cândido Mendes, CEFET, entre outras.
Sou idealizador, coordenador e professor da pós-graduação em Gestão Estratégica de Marketing Digital, na Facha, tida como o principal curso da área em todo o país (segundo comunidades e veículos de comunicação, marketing e jornalismo na web). O curso está na quarta turma e conta com cerca de 100 alunos, incluindo algumas feras do mercado de internet do Brasil e do RJ.
Leciono, desde 2006, a cadeira “Marketing Digital” para o curso de graduação em Administração da UFRJ.
Promovo no #soumaisweb debates sobre diversos temas em internet, que conta com muitos dos principais ícones da área de Comunicação e Marketing Digital de todo o país. O evento é atendido por um público extremamente qualificado (profissionais muito bem colocados no mercado e super conectados) e atrai cerca de 130 pessoas fisicamente, gerando mais de 1000 posts no Twitter durante as 3h de debate.
Na verdade, em primeira mão posso adiantar ao blog Mídias Sociais que estou pausando as atividades da Godfather Estratégias Sociais, pois aceitei um convite de uma das principais agências de comunicação do Brasil para gerenciar sua área de Estratégia e Marketing Digital. De qualquer maneira, durante minha carreira atendi a empresas de diversos setores e de portes variados. Ironicamente, o mais interessante que posso contar destas experiências é o fator comum a quase TODAS elas: não importa se era uma multinacional entre as 20 maiores do planeta, ou empresa familiar com 10 funcionários – em todos os casos, sempre houve uma mistura de receio, atração e mistério em relação à investimento em internet. As empresas –ainda!- estão experimentando no mundo digital. É comum ver casos de organizações que não só têm dificuldade de compreender os esforços necessários (tempo, dinheiro, pessoas) para estar na internet, como também os severos impactos internos na organização e sua cultura.
De qualquer maneira, fico feliz de perceber que, cada vez mais, as empresas percebem o valor de investir em assessoria/consultoria em planejamento estratégico de marketing digital, em vez de sair comprando sites, blogs ou “twitters” de agências que são reles “fazedoras de sites” ou que sugerem ações em redes sociais indiferentemente das necessidades e peculiaridades do cliente.
2) Mariana pergunta: Considerando que a performance digital de uma marca é uma somatória de diversos projetos (SEO, Links Patrocinados, ações em mídias sociais, webdesign, e por aí vai), você acha que a parcela de investimento que as empresas têm feito nesta área é significativa comparada aos investimentos em mídia tradicional? A premissa de que mídia social é sinônimo de investimento baixo ainda perdura?
@ninocarvalho responde: De maneira geral, Mariana, os investimentos ainda são baixos sim, mas crescem visivelmente a cada ano. Em média, quando inicio o trabalho em uma empresa, os clientes usam cerca de 10% (no máximo!) de sua verba de marketing na área de internet. No segundo ano, este número cresce para 12 ou 15% e, a cada ano financeiro tende a subir mais.
Em um caso específico comecei trabalhando com um orçamento de 150 mil reais e, quatro anos depois, tinha mais de três milhões para ações digitais.
Como você colocou, no entanto, mídias sociais continuam sendo sinônimo de sucesso fácil a baixo custo. Atribuo esse problema ao que chamo de pseudo-agências. Isso destrói nosso mercado. Esses vendedores de serviços digitais passam a idéia equivocada de que, na internet, é necessário pouco para se conseguir muito. MENTIRA. A única verdade que talvez seja mais aceitável é que, muito provavelmente, no mundo digital você atinge resultados melhores com menos investimentos se comparado aos esforços no mundo offline. Isso não quer dizer (de maneira alguma!) que com pouco dinheiro se faz milagre. Ninguém fica rico com pirâmide e ninguém emagrece comendo pizza.
3) Ernani pergunta: Eu não acho que alguém deva pautar sua carreira em redes sociais. Ao ouvir "Especialista em redes sociais" o que eu eu ouço é "Especialista em twittar o dia inteiro". Você concorda?
@ninocarvalho responde: Acho que sim, Ernani. Quando vemos no mercado empresas ou profissionais que são especialistas em redes sociais, também tendo a interpretar que esta figura sabe criar perfil no Orkut, twitta o dia todo e posta links no Facebook.
Por isso faço questão (e, às vezes, tenho que colocar isso de maneira mais enfática) de dizer sempre aos clientes, prospects etc, a seguinte frasezinha (com algumas variações ;-)): “Não sou de internet, sou de marketing! Estou na internet por coincidência...”. Essa brincadeira é pra ilustrar que não existe profissional de internet. Sério, não existe. Acredito em profissionais de marketing, comunicação, sociologia, publicidade, tecnologia etc que trabalham com foco no ambiente online e, assim, entendem suas particularidades e sabem como aplicar as características peculiares do mundo digital aos conceitos-chave de marketing, comunicação etc.
Felizmente, cada vez mais tenho visto profissionais de peso propagarem essa idéia e, por conseqüência, os clientes ou compradores de soluções digitais estão mais bem educados nesse aspecto. Agências sérias como a Frog, a In Press, a Textual, Click e tantas outras trabalham nessa linha, bem como profissionais que defendem esta forma de pensar e merecem destaque pelo papel importante no árduo e lento processo de educação do mercado, como Patrícia “Miss” Moura, Sérgio “Skrol” Salustiano, Rizzo Miranda, Fábio Carvalho, Andrea Thompson, Alexandre Carvalho, Gabriel Rossi e o próprio Tarcízio, que está nessa entrevista, entre outros.
4) Tarcízio pergunta: Vamos para aquela velha pergunta clichê, mas um pouco diferente. Ao invés de perguntar "o que você recomenda para o 'jovem' profissional?", quero te perguntar o que você recomenda para o profissional já no mercado de trabalho de mídias sociais? Como manter-se "atualizado" e preparado para enfrentar as transformações que acontecem e acontecerão a cada mês neste mercado?
@ninocarvalho responde: Excelente! Muito bem colocado, mestre! Tá cheio de oferta pro “jovem profissional” ou “pra quem ta entrando no mercado”, mas pouco se fala de quem já está trabalhando na área e já é profissional formado de comunicação / marketing online. Infelizmente, meu caro, não há tantas opções de cursos para estas pessoas. A solução é ou partir para um mestrado, ou entrar em algum dos raros cursos de pós-graduação que temos no Brasil dentro deste tema. Ou seja, a solução para os profissionais mais experientes é acompanhar publicações (acadêmicas inclusive, o que normalmente é impensado para o prático) e, principalmente, blogs / sites e influenciadores de peso. Nessa linha, além do Twitter e blog dos profissionais que citei acima, recomendo: BlueBus, WebInsider, iMedia Connection, Neposts (blog do Nepo), eMarketer, Marketing Charts, Mashable, ClickZ, e gosto também de acompanhar o Delicious da Miss Moura e do Roney B.
Por fim, vale dar a dica de assinar alertas do Google com os termos que voce esta interessado (“Redes Sociais”, “Perfil internauta”, “Estrategia” etc) e receber novidades diárias sobre o tema (uma espécie de clipping).
5) Israel Pergunta: Quais os planos para o Sou Mais WEB em 2010? Sabemos que o Gabriel Rossi estará no Rio de Janeiro em março, é isso? E vocês tem planejado outros eventos pelo Brasil?
@ninocarvalho responde: Exato! O feríssima Gabriel Rossi vai ser um dos convidados para o #SouMaisWeb sobre eBranding (o primeiro de 2010) ao lado do Andrei Scheiner, Daniela Meirelles e Fabio Carvalho. O evento é organizado por mim e não tem fins lucrativos – a idéia é unir o mercado. O downside disso é que cada mês é uma dificuldade para viabilizar o debate, pois cada vez tenho menos tempo de abraçar a causa. Ainda assim, por iniciativa dos próprios internautas (a maioria também profissionais de marketing online – muito ativos e dedicados às novas mídias) este ano estamos indo pra Minas Gerais (Uberlândia) e São Paulo. Estes dois com certeza ainda este semestre.
Também recebo convites de pessoas querendo levar o debate para Juiz de Fora e BH (também em Minas), Fortaleza, Espírito Santo, Floripa, entre outros.
6) Ernani pergunta: Finalmente, internet virou sinônimo de redes sociais?
@ninocarvalho responde: Nããããão! Se virou, vamos tentar desvirar rsrsrs... É compreensível essa associação e generalização, mas internet está longe de ser “redes sociais”. Pode ser que o pensador Nepomuceno até diga que a internet é uma grande-mega-consolidade rede social, mas o conceito vai além disso. Nos próximos anos veremos a internet fazer parte da nossa vida além dos computadores. Já é comum (embora irrealista de maneira ampla em países menos desenvolvidos, incluindo o Brasil) internet em dispositivos móveis. Mas veremos a internet presente no metrô, no carro, na geladeira, na TV, no guarda-chuva, na maquininha de coca-cola, nos relógios e nas salas de aula. O que quero dizer é que o conceito de internet é tão vasto que, em um futuro não muito distante só lembraremos da internet quando faltar. Isso mesmo, tipo eletricidade (“ah, acabou a internet...” e uns minutos depois “ih! Voltou!”). A internet nos ajudará –sim- na socialização, mas também no comércio, medicina, evolução do conhecimento etc.
Estava na pós graduação no fim de semana que passou quando a Adriana Oliveira veio me perguntar: Redes Sociais e Mídias Sociais são sinônimos ? Confesso que quando li senti um pequeno frio na barriga, eu sabia que não eram sinônimos, mas sabia também que era um assunto que gerava muita dúvida e eu mesmo tinha dúvidas se saberia explicar corretamente isto para ela. Sabe o que aconteceu ? Virou post !
O fato também de eu ter um blog e estar redigindo o post não quer dizer que eu seja o dono da razão. Minha intenção é compartilhar minhas ideias e aprender com todos vocês.
Logo após o frio na barriga do momento da pergunta veio um filme na minha cabeça. Este filmezinho era lá pelos anos de 2004 quando eu estava saindo do curso de engenharia química e me aventurando na química que eu sentia pela Publicidade e Propaganda.
Para começar este post vou explicar que nesse filmezinho que veio em minha cabeça veio que no início da faculdade aprendemos as diferenças entre Publicidade e Propaganda.
Publicidade: É o ato de anunciar um produto ou serviço através de um anúncio na mídia, mediante pagamento, seja qual veículo for. Expliquei aqui com minhas palavras, confira o que diz a wikipedia.
Propaganda: é o ato de uma informação se propagar por meios naturais, no boca a boca, sem ter por trás um anunciante pagando por isto. Eu sigo esta linha de pensamento.
Alguns dizem que publicidade e propaganda no Brasil são sinônimos. Que divergem por motivos de traduções. Outros alegam que propaganda está ligado, diretamente, a um partido político. Confira + na Wikipedia
Justamente por essa diferença nos conceitos e por diferentes linhas de pensamento existirem que me veio esta lembrança.
Redes Sociais hoje estão associadas ao orkut, ao twitter, ao facebook, linkedin e tantos outros que você pode ver na lista que separei aqui.
Por sorte, quando determinado assunto começa a ter grandes proporções num país e com certeza absoluta, em muitas partes do mundo, através da internet, acabamos conhecendo profissionais sérios, que dominam determinado assunto.
Eu já tinha visto e acabei até postando um vídeo do Augusto de Franco explicando que o twitter, o facebook, o linkedIn, não eram redes sociais e sim ferramentas que permitiam pessoas a criarem suas próprias redes sociais, sejam de relacionamento, de troca de links ou de contatos propfissionais.
Então Redes Sociais são focadas no relacionamento, entre pessoas, com um mesmo objetivo. Pode ser feito online, através dessas ferramentas citadas acima, ou até mesmo pelo msn, numa conversa com mais pessoas, por um grupo de email ou até como podem e de fato acontece, offline.
A Profª Drª Luciana Panke chegou a comentar exatamente isso nesta aula da pós que eu estava com o cérebro a mil, pensando em todos esses conceitos. Aquela nossa turma da pós, era uma rede social. Aliás, um detalhe importante. Para ser uma rede social é fundamental que as pessoas que estejam se relacionando tenham um objetivo em comum. O que de fato, as vezes não acontece...
Pronto, agora com esses tópicos descritos abaixo fica faltando o termo mídias sociais.
Mídias Sociais são como a publicidade. Precisam de um anunciante, um produto ou serviço, pago. Quando eu estava pensando neste post, me veio a cabeça que alguém perguntasse: Mas estas ferramentas de redes sociais na internet, a maioria são gratuitas?
Sim, é verdade. Mas elas são utilizadas como veículo. E necessitam uma estrutura por trás, que depende de investimento e profissionais qualificados. Ou seja, seu sobrinho que passa o dia todo no orkut, não serve.
Outra coisa que eu fiz antes de fazer este post foi perguntar a um profissional do mercado, qual era sua opnião. Perguntei pro Roberto A. Loureiro, da Tecnisa se ele gostaria e se tinha tempo de esclarecer esta dúvida de tantas pessoas.
Fiquei feliz com a resposta dele pois segue na mesma linha que eu entendia.
Eu vejo redes sociais como relacionamento e mídias sociais mais como um veículo. Roberto A. Loureiro
Ainda tentando me cercar de todos os argumentos possíveis para fazer um bom post para todos vocês, e sabendo que muitos leitores do blog são professores renomados e que trabalham diariamente com mídias sociais fui pesquisar na wikipedia novamente:
O conceito de Mídias Sociais (social media) precede a Internet e as ferramentas tecnológicas - ainda que o termo não fosse utilizado. Trata-se da produção de conteúdos de forma descentralizada e sem o controle editorial de grandes grupos. Significa a produção de muitos para muitos.
Eu concordo em partes. Realmente uma das características das mídias sociais é a produção de conteúdo na forma muitos para muitos, descentralizado. Desde que seja utilizado por uma empresa, que tenha um produto ou serviço, que vise obter um relacionamento com seu público, fazendo disto tudo, um veículo, de mídia.
Para fomentar esta discussão eu fui ao twitter e ao skype e perguntei para algumas pessoas:
Redes Sociais é o nome que colocaram para os sites que fornecem a possibilidade das pessoas se reunirem por qualquer que seja o motivo.
Mídias Sociais é o nome que colocaram para o trabalho de marketing online dentro das redes sociais.
Eu não gosto de nenhum dos dois nomes, pois rede social é qualquer grupo de pessoas interligadas, por exemplo: seu trabalho ou seu grupo de jogatina. E "mídias sociais" porque é derivado dele. Leandro Bravo
Ligar redes sociais a mídias sociais é um erro que muitos profissionais ainda insistem. Em um resumo poderia dizer que Redes sociais são o conceito que a humanidade já possui a vários mil anos e Mídias Sociais é o meio que elas exercem esse conceito, seja ele no orkut ou em uma tabacaria que reune pessoas ligadas a um mesmo objetivo.
Mídias sociais estão para canais de TV assim como redes sociais estão para aparelhos de TV. Fábio Seixas









