Monthly Archives: março 2010

Recebi este artigo e vou publicá-lo, pois foi enviado pelo leitor. Já fiz um post sobre o assunto aqui que não é exatamente igual a este ponto de vista. É importante lermos vários pontos de vista e tirarmos nossas próprias conclusões. Concordo que precisamos padronizar para evoluir. Acho que estamos no caminho para em breve isso acontecer.
Confira o artigo :-)
Precisamos padronizar as definições entre Redes Sociais e Mídias Sociais!
Será ótimo para o mercado e para o meio acadêmico. Em 2005, época do meu primeiro livro, as mídias sociais eram enquadradas dentro da categoria das novas mídias e as redes sociais chamadas de sites de relacionamento. Estou cansado de ver matérias em veículos não especializados citando o Twitter ou o YouTube como redes sociais, está errado, por mais que o site permita uma interação social, há de observar o foco daquele site.
Veja como eram as definições:
em 2005 e em 2010 nos EUA: NEW MEDIA (2005) -> SOCIAL MEDIA (2010)
RELATIONSHIP SITES (2005)-> SOCIAL NETWORKING (2010)
Várias pessoas confundem os termos Redes Sociais com Mídias Sociais, muitas vezes usando-as de forma indistinta. Elas não significam a mesma coisa.
O primeiro é uma categoria do último. Os sites de relacionamento ou redes sociais são ambientes que focam reunir pessoas, os chamados membros, que uma vez inscritos, podem expor seu perfil com dados como fotos pessoas, textos, mensagens e vídeos, além de interagir com outros membros, criando listas de amigos e comunidades.
Sendo assim: Facebook, Orkut, MySpace, entre outros = Redes Sociais ou como chamava-se em 2005 sites de relacionamento.
Twitter (microblogging), YouTube (compartilhamento de vídeos), SlideShare (compartilhamento de apresentações), Digg (agregador), Flickr (compartilhamento de fotos), entre outros + Redes Sociais = Mídias Sociais ou como chamava-se em 2005, novas mídias.
As quatro primeiras regras nas mídias sociais para as empresas são:
1. Mídias Sociais quer dizer permitir conversações
2. Você não pode controlar conversações, mas você pode influenciá-las.
3. Seja social nas mídias sociais. Sua empresa não pode falar apenas dela mesma, construa relacionamentos, dê respostas rápidas, seja honesto e sincero e lembre-se que as mídias socias são um diálogo, não um monólogo.
4. O uso do texto nas mídias sociais deve ser de acordo com a linguagem do target. Sempre lembrando no planejamento se a forma de comunicação vai ser formal, informal ou intermediária.
Artigo enviado por André Telles é formado em Publicidade e Propaganda pela PUC-PR, cursou Pós Graduação em Marketing (FAE Bussiness School - 1996), e MBA em direção estratégica (FGV - 2008). Têm em seu currículo diversos cursos de extensão ligados a marketing digital e Internet, no Brasil e exterior. Em 2005, escreveu o primeiro livro do Brasil a tratar das mídias sociais, intitulado “Okut.com”, lançado pela editora Landscape. Em 2009 lançou sua segunda obra, “Geração Digital”, pela mesma editora. Já realizou diversas palestras sobre marketing digital, inclusive para o Google Internacional. CEO da agência digital, Mentes Digitais, especializada em marketing digital.
André Telles, @andretelles, estará palestrando hoje, às 19h na ESPM, você pode acompanhar pelo twitter através do #palestramidiassociais ou do streaming http://andretelles.interrogacaodigital.net/andretelles/
Na verdade, realidade aumentada engloba todas tecnologias que adicionam camadas adicionais de informação à realidade, geralmente através de dispositivos de vídeo. Então, para mostrar as possíveis interfaces entre a tecnologia de realidade aumentada e práticas hoje associadas às chamadas mídias sociais, trago três vídeos.
Sixth Sense
O vídeo abaixo, de fevereiro de 2009, é uma apresentação de Pattie Maes sobre a tecnologia Sixth Sense, em desenvolvimento por ela e Pranav Mistry.
A tecnologia "vestível" ainda há de ser miniaturizada. Os dispositivos utilizam o movimento, visão, audição, deslocamento e voz dos usuários. Como puderam ver nos vídeo, o dispositivo serve pra anotação em objetos e lugares também. No vídeo, cerca de 06:50 existe uma aplicação desta tecnologia que projeta uma nuvem de tags relacionadas ao interlocutor do usuário. Existem claros problemas de privacidade, desconforto e até praticidade dessa aplicação. Mas é possível que sejam desenvolvidos sistemas de reconhecimento de pessoas através de tags, muito provavelmente com a segmentação para as redes de conexões / amigos escolhidas.
Recognizer
Já o Recognizer tem uma proposta mais vinculada às hoje chamados mídias sociais. A ideia do aplicativo para é bem simples. Depois de se cadastrar rostos, o aplicativo reconhece as feições através da câmera e dispõe em torno da imagem da cabeça da pessoa ícones de suas mídias sociais e contatos. A partir disso, com a tela touch screen, basta tocar e acessar conteúdo relacionado. Apesar de interessante, muito provavelmente não se desenvolverá para uso prático e cotidiano algo que precise "fotografar" os indivíduos para reconhecer as mídias sociais. Tecnologias com simples mecanismos de reconhecimento por proximidade irão ser utilizadas, oferecendo aos circunstantes a possibilidade de acessar mais informações sobre as pessoas à sua volta.
Sekai Camera
A Sekai Camera é uma das aplicações mais famosas de anotação de lugares. Ganhou o prêmio “Digital Contents of the Year ‘09 / the 15th AMD Award”, da Association of Media in Digital (AMD), que premia conteúdos digitais nipônicos. As informações relacionadas a cada local podem ser feitas e visualizadas por todas pessoas que se movimentam pelos locais com a Sekai Camera em mãos ou por pessoas que tenham algum tipo de conexão com os criadores de cada anotação.
Vejam os blogs de André Lemos e Marcel Ayres para aprender mais sobre mídias locativas e realidade aumentada.
2010, ano de eleição: um dos assuntos mais em voga é a presença online e as possibilidades de campanha dos políticos brasileiros nas mídias sociais. Não vou fazer uma análise de todos os candidatos pois as campanhas oficiais ainda nem começaram, mas já que estávamos falando de Barack Obama, uma coisa me chamou a atenção: a intenção declarada da campanha da Senadora Marina Silva em se assemelhar à campanha vitoriosa de Obama.
Assim como o presidente dos EUA, Marina está longe da liderança nas pesquisas. Como terá pouco tempo disponível no horário eleitoral da televisão, centrará sua campanha na web, e já conta com twitter e blog oficiais. Mas as semelhanças não param por aí: o design do logo e até o nome do site MinhaMarina.org fazem alusão a Barack Obama, que possui a rede MyBarackObama.
Aí está a graça da Internet: mesmo que a Senadora disponha de menos tempo na TV do que os outros candidatos, na web eles são "todos iguais". José Serra já demonstrou grande desenvoltura com as ferramentas de web 2.0, com seu Twitter, que já conta com mais de 180 mil seguidores, além de utilizar outros serviços como blog e Flickr. Essa vai ser uma "briga boa" de acompanhar. :)
Para quem reside em Porto Alegre (e se interessa pelo assunto), na segunda-feira, dia 29 de março, às 17h, acontece o evento “Os Desafios do Direito Digital nas Eleições 2010”, que contará com a presença da advogada Patrícia Peck Pinheiro. O encontro será no Hotel Sheraton e tratará de temas como redes sociais para campanhas políticas e, é claro, do case Obama. Patrícia, que tem especialização em Negócios pela Harvard Business School, responderá questões sobre ferramentas online, como medir o impacto da web nas campanhas, como proteger a imagem do candidato na internet, dentre outros temas polêmicos. É uma ótima pedida para quem trabalha na área de marketing político, informe-se mais pelo telefone (51) 3013-8933. #ficadica







