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Infográfico sobre Mídias Sociais

26 de março de 2010
Esse post só nasceu graças à @samytavares que veio me pedir por msn o link dessa imagem que ela estava precisando e não lembrava onde tinha visto. Tentamos algum tempo localizar isso e não achamos. Uns dias depois ela veio me dizer que achou e estou eu aqui, compartilhando com vocês.

É um excelente infográfico que analisa 10 mídias sociais (twitter, facebook, flickr, linkedin, youtube, digg, stumbleupon, yahoo buzz, reddit e delicious) em 4 quesitos, que podem te orientar na hora de você decidir, em quais sites, investir sua verba e definir suas estratégias.



Os conceitos analisados são: Comunicação com Clientes, Exposição da Marca, Tráfego para seu Site e SEO. As cores verdes, amarelo e vermelho indicam, respectivamente, Muito Bom, Bom e Ruim.

Clique em Leia Mais e confira o infográfico traduzido pela equipe do blog! :)

Veja aqui o site original e aqui o PDF em alta resolução.

Twitter: Serviço de microblog que permite usuários a enviarem mensagens (tweets) de até 140 caracteres

Comunicação com Clientes: Monitore palavras chaves usando clientes como Hootsuite, Twitjump ou Radian6 e saiba o que estão falando sobre sua marca ou seus concorrentes.

Exposição de Marca: Oferece oportunidades únicas de integração com sites e blogs engajando clientes de forma viral e ajudando a empresa na comunicação de massa.

Tráfego para o Seu Site: Tem potencial para lhe dar muito acessos, mas promoções são uma arte. Promova demais sua marca e perca seguidores ou promova pouco e corra o risco de não atrair a atenção desejada.

SEO: É limitado. Mas os tweets serão indexados nas buscas. Bom para classificar seu perfil, dar furos de notícias e usando encurtadores de url's pode-se obter pequenos benefícios.

Facebook: Um site de rede social onde os usuários podem adicionar amigos, mandar mensagens e construir seus perfis.

Comunicação com Clientes: ótimo para engajar pessoas que gostam de sua marca, querem compartilhar suas opiniões e participam em promoções e sorteios.

Exposição de Marca: Páginas de Fãs no Facebook são ótimas para exposição de marca. Incremente a exposição da marca através da plataforma de anúncios, ou contrate um consultor de Facebook para ajudar você a aumentar a presença de marca.

Tráfego para o Seu Site: Tráfego é razoável e crescente graças aos botões de Compartilhar, mas não espere por grandes números de visitantes únicos para seu site.

SEO: Pouco ou nenhum valor, além dos blogs que irão coletar e mostrar seus links postados. Não vale o esforço de tempo em SEO.

Flickr: Hospedagem de imagem e vídeo, onde os membros da comunidade podem compartilhar e comentar as mídias.

Comunicação com Clientes: Desnecessário gastar muito tempo nisto, uma vez que álbuns de fotos bem taggeados de eventos da empresa podem ajudar os clientes a imaginar uma cara para sua marca.

Exposição de Marca: Participar em grupos relacionados à área pode fazer com que suas fotos - e portanto sua marca - sejam vistas por pessoas com interesses semelhantes, mas o número será pequeno.

Tráfego para o Seu Site: Mesmo que você consiga dezenas de milhares de visitas para uma foto hiperlinkada com sua URL, as taxas de cliques estão entre as menores.

SEO: Altamente indexado em mecanismos de busca, links e pageranks. Também ajuda imagens no posicionamento das imagens do Google e na construção de links de entrada.

LinkedIn: Um site de rede social para profissionais.

Comunicação com Clientes: Não é o foco principal, mas a oportunidade de engajamento de consumidores é possível através da prática de responder a questões sobre a área, posicionando a si como um expert no seu campo.

Exposição de Marca: Efetivo para branding pessoal e para demonstrar o poder dos profissionais de sua organização. Encorajar funcionários a manter e completar perfis para reforçar a reputação de seu time é recomendável.

Tráfego para seu Site: É improvável que leve tráfego significativo, mas você pode esperar por visitantes que sejam clientes ou consumidores em potencial.

SEO: Page Rank bastante alto - quase garantia de aparecer na primeira página de resultados de busca - especialmente para o nome de sua empresa ou funcionários em específico, mas apenas isso.

Youtube: site onde usuários podem compartilhar e publicar vídeos.

Comunicação com cliente: Tanto para informação quanto para entretenimento o vídeo é uma poderosa ferramenta para rápido engajamento de clientes. Serve para responder queixas e demonstrar habilidade social.

Exposição de Marca: Uma das mais poderosas ferramentas para sua marca na internet. Crie seu canal, publique em sites com muito tráfego e coloque sua marca nos vídeos.

Tráfego para Site: O tráfego vai para os vídeos. Se o objetivo é retornar os acessos para o seu site, coloque um link na descrição do vídeo. Mas não espere o mesmo número de visitas aos vídeos em seu site.

SEO: Muito bom para trazer links de volta para seu site. Vídeos são muito bem classificados nas buscas. Também é uma boa maneira de sua marca ter exposição.



DIGG: Site social para notícias onde os usuários podem descobrir e compartilhar conteúdo.

Comunicação com cliente: Pode ser usado para enviar press releases para melhorar o sentimento de alguns clientes com relação à marca. Acaba promovendo seu conteúdo também.

Exposição de Marca: As oportunidades são enormes, especialmente como imprensa/blog. Certifique-se que seu conteúdo não seja considerado apenas comercial ou ele pode ser banido.

Tráfego para Site: É o avô do tráfego direto. Portanto torne-se ativo na comunidade ou encontre alguém que seja bom para divulgar seu conteúdo. Se o seu foco é comercial crie blogs e estabeleça seus pensamentos com foco no conteúdo.

Aqui no Brasil, penso no twitter como substituto ideal para o DIGG (nota minha: @idegasperi)

SEO: É muito bom porque mesmo se sua história não se torne popular ela será facilmente indexada. Se a história virar popular, se espalhará rapidamente. Este site é o melhor para gerar acessos via blogueiros.

StumbleUpon: Um site social para descobrir e compartilhar notícias.

Comunicação com cliente: O tráfego pago no StumbleUpon pode ser um método de comunicação para se atingir seu alvo. Mas determinar resultados é difícil, pois atingir seu cliente será aleatório e caro.

Exposição de Marca: A campanha paga pode ser boa para sua marca, seguindo nessa linha gerar tráfego orgânico gratuito. A segmentação é muito importante, mas lembre-se, você estará pagando 5 centavos por visita ($50 CPM).

Tráfego para o Site: Permite uma excelente possibilidade para as pessoas encontrarem seus links no Twitter através do encurtador próprio su.pr. Usar tags também ajuda, mas provavelmente você não quer que as mesmas pessoas, repetidamente, fiquem lhe dando votos positivos (thumbs-up).

SEO: Muito bom para ser encontrado se sua história for boa e for para o topo da página, devidamente tageada. Usuários do StumbleUpon com muitos contatos poderão facilmente divulgar seus links e divulgar seus perfis, que podem ser taggeados por quem lê.



Yahoo Buzz: Site social de notícias onde os usuários votam nas melhores.

Comunicação com cliente: Guiado e editado por um moderador. Portanto este não deve ser seu foco.

Exposição de Marca: Sites não comerciais são frequentemente moderados. Portanto não perca seu tempo investindo nesse caso, se seu uso for comercial.

Tráfego para o Site: Se você tiver sorte em ser amigo do moderador pode atingir números expressivos. Mas não é assim tão fácil.

SEO: Se você aparecer na primeira página do Yahoo com certeza terá muitos links de volta para seu site. Mas isso é extremamente difícil a não ser que você já tenha sua marca muito bem consolidada.

Reddit: site de notícias onde os usuários postam links na página principal

Comunicação com cliente: A comunidade é volúvel, e qualquer coisa percebida como spam será destruída. Contudo, vale uma análise profunda nas categorias “subreddits” para descobrir comunidades de nicho e obter um valioso feedback da sua marca.

Exposição de Marca: A menos que você seja uma empresa de bacon, não tente construir sua marca aqui. Você será banido do site antes mesmo de perceber o que aconteceu.

Tráfego para o Site: Se o Reddit te ama, o seu tráfego vai lá em cima, como no Digg e no StumbleUpon. Mas tenha cuidado: insista muito para obter votos dos seus amigos e seja banido, mas não faça nenhum esforço e você vai acabar com nada.

SEO: Esteja na primeira página e muitos sites importantes irão conhecer sua história e republicá-la, gerando valiosos backlinks e confiança para seu site.

Del.icio.us: site com foco em compartilhamento social de favoritos

Comunicação com o cliente: site destinado às pessoas que favoritam conteúdo através de tags. Você pode ver o quê as pessoas favoritaram com tags com o nome da sua marca, mas a comunicação com elas é inexistente.

Exposição da marca: não há reconhecimento de marca suficiente para fazer valer o seu esforço, a menos que você queira ser conhecido por fornecer conteúdo para posterior recuperação.

Tráfego para o site: não tão grande quanto nos outros sites, mas grandes volumes de referências marcadas pelos usuários para ler depois podem render a você alguns milhares de visitantes mensais.

SEO: Quase tudo no site ajuda: quando a página é marcada no Delicious, um link direto volta para o seu site. Quando você está na capa, as grandes categorias estão cheias de confiança (pois foram salvas diversas vezes) e irá direcionar direto para a sua URL.
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Nestlé vs Greenpeace nas Mídias Sociais

25 de março de 2010


Vídeo feito pelo Greenpeace contra Nestlé. Veja + no canal do youtube deles.

Crise corporativa ou de imagem institucional é como um apelido que colocam em você: se você levar o assunto com certa dose de seriedade, bom senso e até um pouco de bom humor, tudo fica mais flexível e você possivelmente conseguirá controlar toda a situação.

Entretanto, se você bater o pé e disser que não é aquilo que falam da sua imagem, seja como pessoa, seja como empresa, já era!     O apelido vai pegar e você nunca mais irá se livrar dele, nem no seu casamento, no batizado dos seus filhos, nem na faculdade e muito menos no seu leito de morte.

Quem tem batido o pé incessantemente a ponto de angariar um "apelido" nada positivo é a gigante de alimentos Nestlé, que vem há algum tempo tomando chineladas do Greenpeace, que está criando uma forte e produtiva mobilização com um dos produtos da marca, o chocolate Kit Kat.

O motivo? A ONG acena que muitos fornecedores da Nestlé estariam utilizando óleo de dendê na fabricação dos chocolates. Qual o problema? Nenhum, se o fato não fosse que tal óleo vem de florestas tropicais da Indonésia, e que isso estaria afetando vários animais da região.

Pronto. A crise já está instalada. Aliás, ela vem se instalando a cada dia mais. Como estamos no século XXI e nada mais é convencional, tanto no âmbito da vida pessoal como no quesito profissional, o "apelido" que fere a imagem da Nestlé vem via mídias sociais. O Greenpeace está utilizando a web e todas as ferramentas que todo internauta adora para, veja só, crucificar a empresa alimentícia.

O grande problema é que a Nestlé não está sabendo lidar com o fato. Como dissemos no começo, se você bater o pé, o apelido pega. A empresa não tem demonstrado um política de gerenciamento eficiente ou, pelo menos, com um mínimo de respeito para com os clientes e consumidores.

A abordagem tem sido hostil e minimalista. A Nestlé possivelmente acha que tal assunto será sanado com o tempo. Mas ela se esquece de que se tratando de mídias sociais, o assunto nunca é levado à multiplicação de distâncias apenas, mas também na maximização no número de adeptos envolvidos. Cada dia que passa mais tweets são reproduzidos e mais posts em blogs são criados. A página no Facebook já conta com quase 100 mil fãs até o momento, e a abordagem errônea ainda persiste.

Depois da geração .com e a proliferação das mídias sociais, vemos inúmeros cases de sucesso - e outros de fracasso - na utilização das novas mídias para aumentar o impacto do seu negócio na era digital. Agora, vemos com clareza um dos grandes assuntos que serão tratados em centenas de cursos acadêmicos pelo mundo afora, já que a Nestlé vem nos ensinando como maximizar uma crise utilizando mídias sociais.

Artigo enviado pelo leitor Cleyton Carlos Torres, 25 anos que é Jornalista e blogueiro. Pós-graduado em Assessoria de Imprensa, Gestão da Comunicação e Marketing. Pós-graduando em Política e Sociedade no Brasil Contemporâneo São Paulo – SP
Blog: www.blogmidia8.com
Twitter: www.twitter.com/midia8
Me Adiciona: http://meadiciona.com//midia8
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Artistas usam mídias sociais para ajudar o Haiti

25 de março de 2010


Quem nunca ouviu o tocante clássico “We Are The World” nas vozes dos autores Michel Jackson, Lionel Richie, ou até numa versão mais brasileira, na voz de Solange, ex-BBB? – Iarnuô, Iardesilvê...

A primeira gravação foi realizada em 1985, com a colaboração de 45 artistas, entre eles Tina Turner, Bob Dylan, Ray Charles e os próprios autores Lionel Richie e Michael Jackson, em prol do continente mais pobre do mundo: a África.

Foi estabelecido então uma campanha de solidariedade chamada USA for Africa. Naquela época a arrecadação era realizada unicamente por meio de um número telefônico e pela compra do disco “We are the World”.

Os resultados foram excelentes: Segundo o site da campanha, foram vendidos mais de 7 milhões de cópias do álbum, responsável pela renda de 63 milhões de dólares, e 2 milhões por meio de merchandise. Menos da metade dos donativos foram usados para atendimentos de emergência, tais como doação de alimento, tratamento médico e serviços de refúgios. O restante do dinheiro foi investido no suporte de mais de 500 projetos já existentes em 18 países africanos.

Passaram-se vinte e cinco anos e com eles diversas catástrofes como o tsunami que devastou a Indonésia e o furacão Katrina – que deixou durante meses a cidade de New Orleans em estado de calamidade. Ocorreu então, que no dia 12 de janeiro desse ano, o mundo se sensibilizou com a deplorável situação que um terremoto de magnitude 7  deixou o Haiti. O mundo parou para enxergar o quanto aquele povo sofria e agora passará a sofrer em dobro.

Richie e Quincy Jones se emocionaram de tal maneira que decidiram aproveitar o aniversário de 25 anos da gravação do “We Are the World” para reeditá-la com artistas do momento e mais: fundaram no dia 1 de fevereiro a instituição que leva o nome da música. A gravação contou com artistas pops, como Pink, Akon, Usher, Miley Cyrus e Justin Bieber e cantores mais experientes como Celine Dion, Barbara Streisand e Tony Bennett.






Mas as novidades não pararam por aí. Além da reedição dispor de um trecho em rap, ela também foi gravada por artistas latino-americanos.



Isso mesmo. “We are the world” passou a ser “Somos El Mundo”, interpretada pelas estrelas da música latina como Thalia, Luís Fonsi, Shakira, Rick Martin, David Archuleta e Daddy Yankee. Como sempre, tudo que não é em inglês causa certo estranhamento, mas eu, particularmente, acho que o resultado foi muito positivo. Notei que a versão em castelhano é mais alegre e animada, até mesmo pelo entusiasmo com que os artistas interpretaram a canção.

Já a versão americana tenta tocar mais á fundo a emoção dos espectadores através de corais impecáveis e do jogo de imagens e cortes.

Com uma instituição fundada e duas gravações prontas do restava saber como seria a arrecadação de donativos.

Ora, estamos em plena Era das redes sociais, da implantação da Web 2.0, da interatividade e da substituição de computadores por celulares. Através do Twitter, Facebook, My Space, Orkut, iTunes e Youtube há a divulgação dos vídeos-clip.

No site oficial americano (wearetheworldfoundation.org) e castelhano (somoselmundo.org) é possível enviar um tweet com uma mensagem pronta divulgando a campanha, visitar as páginas oficiais no My Space e Facebook e postar em seu Orkut o vídeo.

As doações são feitas unicamente por meio dos sites oficiais mencionados, através de uma mensagem de texto com a palavra “WORLD” para o número 50555 e comprando a música através do iTunes.

We are the world, mas pela Internet. Parece que evoluímos, não é? Mas tudo isso me gerou uma dúvida:

Em 1985, para se ter a música era preciso comprar o álbum. Assim, inevitavelmente eles obtinham as doações. No entanto, agora, em meio a crise das produtoras, e avanços cibernéticos em que o produto está ali, independente se nós pagamos por ele ou não, será que a instituição está recebendo tantas doações quanto antes?

Infelizmente, os números ainda não foram divulgados. Essas coisas só são noticiadas depois de muito tempo.

Todavia, uma coisa é certa: na metade da década de 80 a maneira como as pessoas tratavam o álbum era muito mais emotiva do que hoje. Elas compravam para ajudar. Hoje, se as pessoas podem ouvir a música ou assistir ao vídeo-clip sem pagar nada, a grande maioria delas não iria comprar um CD simplesmente para contribuir com a reconstrução do Haiti. E isso já está ocorrendo quando vamos comprar um CD e o seu amigo fala “Pra que se você pode baixar?”

O tratamento em relação ao produto passou a ser mais materialista do que sensível e emotivo. Por isso, as produções de cunho solidário, que necessitam de doações, devem inovar e buscar outros caminhos para sensibilizar o internauta e motivá-lo a fazer sua caridade. Talvez o que levou os produtores a colocarem um trecho de rap foi justamente a tentativa de inovar e evitar com que pensassem “Ah, é só uma nova versão da música do Michael Jackson lá...”

Artigo enviado por Felipe Bottini @felipebottini de São Paulo, estudante de Rádio e TV - FAAP
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