Entrevista com @ninocarvalho
1) Israel pergunta: Nino, Apresente-se e nos conta um pouco como foi a trajetória do seu trabalho. Você tem uma agência que presta assessoria e realiza o já conceituado Sou Mais WEB. O que você pode nos contar em relação às empresas que atende? Quais são os casos ou o que vc percebe do mercado que está comprando esse tipo de assessoria ?
@ninocarvalho responde: trabalho com internet há 12 anos, tendo sido um dos pioneiros no Brasil e, hoje, sou reconhecido como referência nacional em Marketing Digital. Sou jornalista, Mestre em Administração de Empresas (IBMEC) e pós-graduado em Marketing e Estratégia pelo Chartered Institute of Marketing (CIM, no Reino Unido). Estou concluindo o MBA em Gestão de Pessoas da FGV e fiz cursos de extensão na ESPM, John Moore University (Liverpool) e Manchester University. Read more…
Entrevista com Andrea Hiranaka
O Mídias Sociais Blog entrevistou Andréa Hiranaka. Ela é formada em Relações Públicas, pela ECA-USP e trabalha com pesquisa de mercado há 3 anos, atualmente na E-life. Ela sempre teve interesse em mídias sociais, mas começou a ingressar nesse mundo com o seu TCC. O tema foram as mídias sociais como ferramentas de relacionamento e pesquisa com os stakeholders. A abordagem foi focada no crescimento do acesso à internet no país e como os comunicadores, principalmente os que trabalham com Relações Públicas, que têm como ideal a comunicação de mão dupla.
Perguntamos sobre sua visão em relação a forma com que as empresas tratam as mídias sociais e também empregos na área. A entrevista segue abaixo, após, a apresentação
Ernani Rocha: Falando sobre utilizar Social Media como ferramenta de trabalho, sempre me ocorre uma dúvida. Quando os investidores/clientes/empresários irão tratar Social media de uma maneira mais “adulta”?
Andréa Hiranaka: Olha, acho que ainda todos nós estamos em aprendizado, não só as empresas, como as próprias agências. Claramente, alguns acumulam mais experiência, mas ainda os aprendizados se acumulam por tentativa e erro. Acho que o mais difícil é a mudança de olhar na comunicação, ainda existe medo de perder os controle das mensagens (apesar de eu pessoalmente achar que nunca houve controle).
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Excelente Documentário: Comportamentos Digitais
Quem são as pessoas conectadas em redes sociais hj ? Qual seu comportamento ? Qual é a ética envolvida nessa relação ? Online e Offline, será mesmo que são coisas distintas ? Podem ser separadas ? Confira respostas para algumas dessas perguntas.
Entrevista com @tarushijio sobre mídias sociais
Através do twitter conheci muita gente que contribui para as mídias sociais e que aprendo e troco informações bem legais. Através deste blog, tenho a oportunidade de compartilhar com vocês! !
@idegasperi – Apresente-se:
Tarcízio Silva, 22 anos. Formado em Comunicação pela UFBA, fui pesquisador do Observatório de Publicidade em Tecnologias Digitais (UFBA/Propeg) durante o último ano de graduação. Depois de alguns meses com experiência mais prática em uma agência de assessoria (Janela do Mundo) e uma agência de propaganda (Ideia 3) levei à frente, com 3 sócios, um projeto que surgira na faculdade, a PaperCliQ – Comunicação e Estratégia Digital. Todos jovens como eu, buscamos aliar nossos conhecimentos de comunicação digital nessa iniciativa.
@idegasperi - As mídias sociais são realmente uma revolução. As regras para as eleições mudaram no Brasil, uma enorme quantidade de “especialistas em mídias sociais” surgiram, o twitter e o facebook vem crescendo cada vez mais… Qual sua percepção sobre a situação atual do Brasil com relação as mídias sociais ? E como vc vê um bom profissional em midias sociais ?
@tarushijio: O Brasil, devido aos seus já 65 milhões de usuários, tem produzido bastante coisa bacana. Tanto ações de comunicação online quanto reflexão sobre comunicação online. Mas também é fato de que tem muita bobagem por aí. Porém, os mais nocivos são grandes “sites de tecnologia”, comumente afiliados a portais, que publicam releases sem edição ou critério.
Do lado da prática da comunicação online por agências, há também muitas discrepâncias. É incrível como 9 entre 10 apresentações brasileiras falam do case Tecnisa. Na verdade, a Tecnisa não conseguiu tão bons resultados por uma genialidade absurda. O trabalho realmente foi muito bem feito, mas o grande diferencial foi apostar grande parte da verba de comunicação no online. O que falta, e muito, é que as agências utilizem métricas mais sólidas (que já existem, inclusive) e apresentem expectativas e resultados reais para também cobrar de uma maneira justa. A malandragem é a pior coisa que existe.
Acho que o bom profissional em mídias sociais tem de ser, primeiro, um heavy user. Não um heavy user apenas em quantidade de horas em contato com as tecnologias digitais. Tem que ser o cara que quer conhecer tudo, que entender os usuários, entender um pouco de programação, interface, SEO, SEM. Bons resultados em mídias sociais perpassam inúmeras práticas e ferramentas. O bom profissional em mídias sociais tem que ler muito. Mas isso não significa ler livros, necessariamente. Existem livros bons e existem livros ruins. Ficar longe de livros que tenham “guia”, “bíblia”, “tudo”, “definitivo” no título já é um bom passo. Também existem blogs bons e blogs ruins. Existem blogs bons de garotos de 17 anos e blogs ruins de profissionais de 57.
Não é o suporte que importa, mas sim o conteúdo. Analisar múltiplos conteúdos e não ser soterrado pelos conteúdos triviais é um desafio para esse profissional.
Uma coisa que tomamos como verdade absoluta na PaperCliQ é que temos de constantemente produzir e consumir conteúdo para nos aperfeiçoarmos. Todos nós estamos relacionados a grupos de pesquisa ou especializações universitárias, produzimos em blogs, nings, slideshare, youtube etc. E tudo livre.
Aprendemos e, como recompensa, a expertise traz capital social cognitivo e clientes.
@idegasperi - Ouvindo o podcast do @ninocarvalho no gengibre sobre agências digitais e agências tradicionais utilizando as mídias sociais pode-se perceber que poucas, muito poucas sabem realmente usar o twitter, por exemplo… Ele cita a @DM9DDB que só tuita sobre os prêmios que ganhou, Cannes, ele brinca que o enfoque deles é: olha aqui como a gente é fodão! Além do último tweet deles ser do começo do mês…
A pergunta é, porquê é tão difícil para essas agências darem mais importãncia no conteúdo? Compartilhar informação, retuitar conteúdo de outras empresas/pessoas … qual sua opnião ?
O facebook possui muitos aplicativos e jogos onde o foco é fazer com que o usuario socialize e dependa da ajuda de outras pessoas para avançar no jogo. Eu, particurlamente, não gosto e me irrito ficar recebendo varios emails com o convite para esses aplicativos. Mas reconheço a importância e possibilidade para as marcas utilizarem esses apps.
@tarushijio: Já ouvi blogueiros dizerem que pararam de postar cases de agências concorrentes da agência em que trabalha, por causa de pressões da direção. Parte das agências, principalmente as grandes e “tradicionais”, ainda tem um raciocínio arcaico que pode levá-las à estagnação.
Por outro lado, algumas agências atentaram para a importância de pesquisa e produção de conteúdo. Aqui na Bahia, a Propeg financia o Observatório de Publicidade em Tecnologias Digitais (onde desenvolvi meu interesse por mídias sociais), grupo de pesquisadores bolsistas que escrevem relatórios de tendências e prospecção, coordenados por um pesquisador doutor. Ótima iniciativa, aparentemente tem desdobrado resultados na agência. Porém, 90% da produção permanece restrita. Será esse realmente o melhor caminho?
Algumas agências digitais de maior peso, como a Bullet, Talk e Cubo.CC publicam materiais gratuitos online. Esta última foi uma das responsáveis pela publicação do livro da @raquelrecuero. Aqui na Bahia algumas agências digitais passaram a produzir e divulgar conteúdo e expertise, através de eventos, cursos, blogs, apresentações. Há iniciativas boas, mas também há as agências que cometem plágio, intencionalmente.
Sobre os aplicativos e jogos sociais no Facebook e Orkut, alguns de fato podem ser irritantes, mas ainda assim acho que é uma mudança enorme. Se, para assistir um programa televisivo sem comerciais, tenho de utilizar outros aparelhos (como TiVo ou baixar pela internet), os sites de redes sociais permitem que eu configure-os de um jeito que determinados conteúdos não apareçam para mim. No caso dos aplicativos sociais, posso bloquear no Wall de Notícias do Facebook determinados aplicativos. O prosumer, pra continuarmos com os neologismos, está no controle.
Confira a apresentação sobre aplicativos sociais.
@idegasperi – Vc acredita que no futuro, marcas poderão anunciar e participar desses aplicativos ? Ou quem sabe uma marca criar seu próprio aplicativo e inserir em redes sociais ?? Será esse o futuro para as marcas sobreviverem nas midias sociais ?
@tarushijio: Particularmente, acho os aplicativos sociais fascinantes. Se a publicidade contextual através de links patrocinados ou banners já foi um avanço enorme para exibir apenas o que o usuário pode estar interessado, aplicativos sociais são um tipo de produto que os usuários só interagem de fato se estiverem interessados. Os aplicativos de maior sucesso, tanto no FaceBook quanto no Orkut não são produzidos por encomenda, mas possuem outros modelos de negócios. Por exemplo, venda de funcionalidades novas ou exibição de banners de diversos anunciantes.
Existem algumas iniciativas de utilização dos aplicativos sociais específicos de marca. É o caso do famoso aplicativo Whooper Sacrifice da Burger King, para o FaceBook, ou dos aplicativos dos novos filmes da Disney e o Ramarim 2.0. Quando os aplicativos de fato se adaptam à dinâmica dos sites de redes sociais e oferecem algo (seja lúdico, seja físico) aos usuários, podem conseguir sucesso e ser divulgado espontaneamente pelos usuários através da interface da rede. Por fim, não custa lembrar: é apenas um ponto no mix de comunicação em mídias sociais.
@idegasperi - Muito se fala nas regras impostas pelos veiculos tradicionais de mídia com relação as redes sociais ( Folha SP, Globo ) não vou te perguntar sobre o clichê de novas mídias matando mídias tradicionais. Mas como você vê, daqui pra frente, a posição das mídias com relação ao conteúdo colaborativo ?
@tarushijio: Elas vão, de fato, se transformar. As que não conseguirem se transformar estão fadadas ao fracasso. A Globo tem apresentado bons produtos online (como os aplicativos produzidos pela equipe A3 para os jornais online) e outros ruins, como o produzido para a novela Caras e Bocas. No que se refere à liberdade de expressão em mídias sociais houve um levante que gerou uma mídia espontânea negativa enorme quando vazou o documento regulamentando o uso de mídias sociais por seus funcionários. Inclusive, alguns atores globais twittaram contra essas medidas.
Hoje, cada usuário de internet pode ser um vigilante das práticas dos grandes veículos de comunicação. A colaboração existe para criação, distribuição, cópia e “pirataria” e também para protestos. A Globo não deve morrer, mas que vai se transformar muito, isso vai.
@idegasperi - Fica a vontade para falar alguma coisa que vc acha importante que não foi perguntado. Seu blog com certeza será citado, mas se quiser fazer algum jabá, divulgar algum trabalho… fica a vontade!
@tarushijio: Além do meu blog (www.tarciziosilva.com.br/blog), gostaria de divulgar o slideshare da PaperCliQ. Temos produzido alguns slides básicos sobre comunicação digital, que vem sendo bem recebidos, como a tradução do Twitter 101. A última produção nossa foi uma pesquisa entre estudantes de comunicação da UFBA para descobrir como estes futuros profissionais se relacionam com os novos meios de comunicação: www.slideshare.net/papercliq
@idegasperi - Pra finalizar queria que vc desse sua opinião sobre meu blog midias sociais, alguma sugestão para melhorar… Um ponto positivo que vc tenha notado. E é isso cara… responde do jeito que vc quiser, se quiser postar links para ilustrar alguma coisa melhor, fica bem a vontade!!!
Muito obrigado !!
@tarushijio: Dica técnica: usa feedbuner! Esteja precavido para mudanças de domínio
Dica de conteúdo: faça resenha de livros. Por experiência própria, sei que ajuda muito. Os 10 posts mais visitados do IPF são sobre livros.
Não sei mais hehe. O Midias Sociais ta muito bom =)
Muito obrigado @tarushijio !


20. mai, 2010
Por 







Intercom Nacional 2010: seleção de atividades em publicidade, Relações Públicas, multimídia e cibercultura. 




