Categoria Atual: Internet e Tecnologia
País é o primeiro, após os EUA, a lançar a Yahoo! Rede de Contribuidores
O Yahoo!, anuncia nesta semana o lançamento da plataforma Yahoo! Rede de Contribuidores no Brasil.
O anúncio foi realizado por Luke Beatty, vice presidente de comunidades do Yahoo!, que visita o País nesta semana. “O Brasil vive um momento econômico privilegiado e também possui ambiente digital adequado para nossa ferramenta de crowdsourcing, com um universo maduro de pessoas que já escrevem em plataformas digitais e vêem o Yahoo! como uma empresa de mídia digital”, explica Beatty.
O executivo é um dos pioneiros em conteúdo de crowdsourcing no mundo e criador de uma das primeiras empresas a desenvolver esse conceito, a Associated Content, que foi adquidida pelo Yahoo! em maio de 2010. As operações da Yahoo! Rede de Contribuidores iniciam-se no Brasil até o final deste ano e as matérias escritas pelos colaboradores cadastrados compartilharão do mesmo espaço das outras notícias do portal, podendo até ganhar destaque na homepage, dependendo da relevância do conteúdo.
A intenção do Yahoo! é ampliar o número de vozes ao redor das notícias e diversificar o número de perspectivas sobre os assuntos, com conteúdo de qualidade. “A diferença é que os leitores saberão quem é o autor da informação, terão acesso ao seu perfil dentro do Yahoo! e seu grau de especialidade sobre o tema”, explica Beatty. As matérias serão assinadas e os autores também podem receber remuneração pelo conteúdo publicado no portal, além de se posicionarem como referência para os milhões de usuários que acessam as páginas do Yahoo! todos os meses.
Nesta primeira etapa, o foco será na demanda por conteúdos para os canais Yahoo! Notícias, Yahoo! Esportes e Yahoo! OMG. Com o desenvolvimento do sistema, outras áreas do portal também serão atendidas pela plataforma.
As matérias passarão por uma avaliação de editores do Yahoo! antes de serem publicadas. “Um médico especialista em cardiologia que possui interesse em escrever artigos pode falar sobre esse tema com mais propriedade do que qualquer outro profissional, assim como um chef de restaurante pode ter o desejo de compartilhar os segredos de suas receitas. Esse é o conceito do produto que estamos lançando no Brasil”, completa Beatty. O Yahoo! divulgará até o final do ano como os interessados poderão se inscrever no sistema.
O projeto também engloba pessoas que acabam tendo informações privilegiadas diante de um acontecimento ou evento por estarem próximas ao local ou ao assunto, como a queda da eletricidade de uma região ou de alguma grande fatalidade. Essas pessoas também podem se tornar contribuidores por serem, muitas vezes, as primeiras ou as melhores fontes de um acontecimento inesperado. A geração de conteúdos locais será, portanto, um dos pontos focais da rede.
Dados da consultoria ComScore mostram que o Yahoo! Brasil cresceu 35% em audiência, nos últimos 12 meses (dados de julho, ano sobre ano), enquanto o mercado apresentou apenas 17% de crescimento no mesmo período. “Nossa audiência no Brasil cresceu o dobro da internet no último ano. Isto é fruto da implantação de novas plataformas, lançamento de novos verticais de conteúdo e de nosso investimento na aquisição de conteúdo. Ser o primeiro país do mundo a anunciar a expansão da Yahoo! Rede de Contribuidores prova nossa aposta em oferecer cada vez mais serviços relevantes e conteúdo diversificado, oferecendo espaços as mais diversas vozes que compõem nossa sociedade”, explica André Izay, presidente do Yahoo! Brasil.
Para mais informações sobre o Yahoo visite: http://pressroom.yahoo.com blog Yodel Anecdotal http://yodel.yahoo.com ou o Yahoo! Blog Mobile http://ymobileblog.com
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Há uns dias um amigo contou que para desenvolver sua dissertação de mestrado está acompanhando uma turma, em uma escola referência de inclusão em Porto Alegre, onde dos mais ou menos 30 alunos, 12 são moradores de abrigos, quase dez possuem algum tipo de deficiência mental leve e mais um número considerável vem de históricos de violência familiar/abuso sexual. Eu tava num bar e a cerveja não desceu redonda com esses dados. Mas, naquele momento, acho que o que mais me impressionou foi o meu próprio espanto ao ser aproximada de um mundo tão diferente. Onde eu tava que não parei pra pensar que essas crianças também vão à escola?
Eaí, fiz a conexão desse meu afastamento da realidade com esse bom texto que li da Sue Halpern, onde ela aborda a fusão do sistema nervoso humano ao computador e questiona até que ponto estamos caminhando para um futuro onde o cérebro ainda é o nosso controlador. Nesse ponto, ela toma como referência Eli Pariser e o seu livro “O filtro-bolha: o que a internet está escondendo de você” para tratar da cilada dos filtros das buscas personalizadas dos nossos feeds do Facebook ou pesquisas no Google. Tão presentes em nosso dia-a-dia, o Facebook e o Google acabam fazendo uma edição própria do conteúdo que chega até nós pela web. De acordo com Pariser, mesmo que não estejamos logados, o Google analisa 57 sinais – que incluem nosso histórico de pesquisas, localização, navegador e tipo de computador utilizados, por exemplo – para filtrar os resultados de busca. Com o Facebook, o processo é ainda mais restritivo já que o EdgeRank, o algoritmo que atribui popularidade às páginas e perfis da rede, determina as notícias mais relevantes para cada usuário de acordo com as páginas que ele mais interage – comenta, curte, acessa. Aí, não é difícil pensar que um liberal em pouco tempo deixe de receber conteúdo conservador, né? E isso é bom? Lógico que não.
Então, o que a internet está escondendo de você?
Pariser conta nesta apresentação do TED 2011 que ao realizar a experiência de pedir a dois amigos com perfis bem diferentes para “googlarem” a palavra Egito, enquanto um obteve todos os principais links relacionados aos manifestos políticos do início deste ano, outro recebeu diversas dicas turísticas. Conseqüência da busca customizada de acordo com nossas preferências. No livro, existem outros exemplos, como o sobre a temática da guerra no Afeganistão. O autor comenta que esse é o tipo de link não bem sucedido no Facebook, já que o mecanismo de transmissão de informações do canal se dá pelo botão ‘like’. E faz todo sentido concordar com Pariser quando ele fala que é muito mais fácil clicar ‘like’ em “esse bolo ficou incrível” do que em “Guerra no Afeganistão entra no 10º ano”. Eaí, são essas as notícias que somem entre as consideradas menos relevantes pra gente.
Tecnicamente, são dois gigantes utilizando sua enorme quantidade de dados coletados para aprimorar seus algoritmos com bases de referências tão profundas que lhes permitem distinguir nossas intenções de pesquisa. Serviços valiosos em épocas de tempo escasso para o emaranhado de links da internet? Até pode ser. Mas tem os seus impactos negativos também. Ao excluir – e o mais agravante, numa edição “invisível” – os conteúdos que não pertencem aos nossos preferidos, nossos grandes gurus do conhecimento nos privam de informações que podem não ser as mais alinhadas com nosso pensamento, mas que, justamente por isso, são provavelmente as que mais nos desafiam a revisar conceitos e ampliar nosso entendimento de mundo. Entra-se, então, em um campo problemático: estamos formando uma geração que peca pela eliminação da contradição, que pouco a pouco pode se perder na miragem em que se contempla, afastando nuances minoritárias e contrapontos. É um loop infinito de informação tendenciosamente fragmentada e incompleta.
“Toda forma de saber corresponde a um poder”
Mas é claro que como quase todos da minha geração, sou super pró-Google e uso a ferramenta diversas vezes por dia. De forma nenhuma esse é um post alarmista ou contra sistemas de busca ou facebook. A questão é que eu acredito fortemente na frasezinha do Michel Foucault em negrito acima, sobre saber e poder. E se todo saber é válido, a reflexão é sobre o nosso comportamento em relação aos filtros-bolha que podem estreitar nossa visão de mundo. Lembrar deles já é um começo. A internet é uma plataforma imensa de armazenamento de conhecimentos, conteúdos, oportunidade. A gente pode escolher usar isso para gerar uma sociedade que pensa de modo menos entediante e uniforme. Dá pra ir além do eco das nossas próprias opiniões e não nos reterritorializarmos só em cima do que já gostamos e conhecemos. O ponto é perceber esses jogos e não se deixar cair na cegueira de um confinamento de informações condicionadas. A gente pode, sim, fugir do perigo de uma história única. E o problema aqui não é que a história única seja mentira. É que ela seja incompleta.
O vídeo mostra as alterações na serp do google para resultados de pesquisas de seus amigos, postados em suas redes sociais. Muito melhor receber como resultado o tweet, o post no blog, ou as fotos do flickr de uma pessoa que você conhece do que de desconhecidos.
Sei que isso não é relativamente novo, mas achei interessante postar o vídeo do google aqui, e falar mais uma vez da importância do SEO nas mídias sociais. Para saber mais leia os posts sobre SEO da Aline Ideias




