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Entrevista com HENRY JENKINS por Vinicius Navarro

1 de outubro de 2010
Achei esta pérola na internet e tenho o imenso prazer em compartilhar esse material com vc´s. Sou muito fã do Henry Jenkins e o material abaixo é excelente ! Guarde no seu Delicious ou StumpleUpon pois este é um post imenso e deve ser lido com calma e provavelmente você vai ler mais de uma vez. Mas leia, pois vale a pena. Os grifos foram feitos por mim. Ao final do post, vc tem a fonte completa e o material para download. Aproveitem !



[ fonte imagem]

A convergência midiática não é apenas um processo tecnológico; é antes de tudo um fenômeno cultural que envolve novas relações entre os produtores e os usuários da mídia. Esse é um dos temas centrais em Cultura da Convergência, livro de Henry Jenkins que discute a maneira como a informação viaja por diferentes plataformas midiáticas e examina o papel dos consumidores nesse processo. A convergência, segundo Jenkins, acontece “dentro dos cérebros” dos consumidores e “por meio de suas interações sociais com os outros”. Assim como a informação, nosso trabalho, nossas vidas, fantasias e relações pessoais também fluem por diferentes canais midiáticos. Em Cultura da Convergência, Jenkins explora esssas idéias em análises que incluem os programas de televisão Survivor e American Idol, a franquia do filme Matrix, os fãs de Harry Potter e Guerra nas Estrelas, bem como a campanha presidencial americana de 2004.

Henry Jenkins é um dos pesquisadores da mídia mais influentes da atualidade. Além do livro sobre convergência midiática, ele já escreveu sobre comédia no cinema hollywoodiano, sobre jogos de computador e sobre comunidades de fãs. De forma mais ampla, Jenkins é um entusiasta daquilo que chama de cultura participatória.

Segundo ele, os usuários da mídia contradizem a idéia de que somos consumidores passivos de conteúdo midiático ou meros recipientes de mensagens geradas pela indústria da comunicação. Jenkins prefere pensar nos consumidores como agentes criativos que ajudam a definir como o conteúdo midiático deve ser usado e, em alguns casos, dão forma ao próprio conteúdo.

A convergência midiática tende a expandir essa possibilidade de participação porque permite maior acesso à produção e à circulação de cultura.

Nessa entrevista, Jenkins fala generosamente sobre as promessas e os desafios do atual ambiente midiático e discute como a convergência está transformando nossas vidas. Como sempre, ele celebra o potencial de participação nos processos midiáticos, mas também admite que nosso acesso à tecnologia é desigual. E insiste na necessidade de inclusão e diversidade no uso das novas mídias. Um dos lugares em que as discrepâncias ainda são visíveis é a sala de aula. Jenkins acredita que nós precisamos de novos modelos educacionais, que envolverão maior colaboração entre professores e alunos.

Ele também argumenta que é necessário mudar os currículos acadêmicos para dar espaço a uma interdisciplinaridade compatível com a cultura da convergência.

Essas são algumas das questões que devemos enfrentar no ambiente midiático do século 21, um ambiente em que a criatividade dos consumidores entra em choque com as leis de propriedade intelectual, programas de televisão ucranianos chegam aos lares americanos por meio do YouTube e as narrativas transmidiáticas transformam nossa maneira de pensar sobre o cinema.

Em Cultura da Convergência, você contrapõe o paradigma da revolução digital – a idéia que as novas mídias “vão mudar tudo” – à noção de convergência midiática. Você também diz que “a convergência é um conceito antigo que está ganhando novos significados”. O que exatamente existe de novo no atual paradigma da convergência? Que mudanças nós podemos esperar da convergência (ou colisão) entre as novas mídias e as mídias tradicionais?

Henry Jenkin: A idéia da revolução digital era de que as novas mídias iriam desbancar e, de certa maneira, substituir os meios de massa.

Previa-se o ocaso da radiodifusão, da mesma forma que outras gerações de revolucionários imaginavam o ocaso do Estado. Não foi isso que aconteceu. O que estamos presenciando é uma interação crescente entre mídias tradicionais e mídias novas. Isso tem fortalecido – não enfraquecido – as mídias novas. O poder das redes de radiodifusão agora coexiste com o poder das redes sociais. Em alguns casos, isso vem forçando a radiodifusão a procurar uma nova relação com os consumidores. A indústria agora tenta satisfazer uma demanda ampla pelas mídias que nós consumidores queremos – quando queremos e onde queremos.

Há uma tentativa de satisfazer o desejo do público de participar ativamente na produção e circulação de conteúdo midiático. É isso que eu quero dizer quando falo em cultura da convergência. Há uma velha noção de convergência que é primordialmente tecnológica. O novo conceito é cultural. Refere-se à coordenação de conteúdo midiático através de várias plataformas de mídia.

É verdade que nós estamos caminhando para a convergência tecnológica. (O iPhone é um bom exemplo dos avanços ocorridos desde que eu escrevi o meu livro.) Mas é também verdade que nós já estamos vivendo numa era de convergência cultural.

Potencialmente, essa convergência tem impacto em diversas áreas:

estética (por meio de expressões de base e narrativas transmidiáticas),
educação e conhecimento (por meio da inteligência coletiva e do novo saber midiático),
política (por meio de novas formas de participação do público)
e economia (por meio do modelo de negócios web 2.0).

O que é novo? Por um lado, a fluidez com que o conteúdo midiático passa por diferentes plataformas; por outro, a capacidade do público de empregar redes sociais para se conectar de maneiras novas, para moldar ativamente a circulação desse conteúdo, para desafiar publicamente os interesses dos produtores de comunicação de massa. A cultura da convergência está consolidando, ao mesmo tempo, o poder dos produtores e dos consumidores de mídia.

O mais interessante, porém, é a forma como esse encontro acontece – os meios pelos quais os consumidores estão desenvolvendo habilidades tanto para filtrar quanto para se engajar amplamente com conteúdo midiático disperso, assim como a necessidade dos produtores de mídia de encarar a crescente autonomia e sabedoria dos consumidores.


O conceito de “convergência” está relacionado às noções de coexistência e, de certa forma, comunidade. Nós continuamos, no entanto, a ver uma divisão – social e de geração – entre aqueles que participam e aqueles que não participam da convergência. O que pode ser feito para corrigir essas discrepâncias e expandir a promessa de participação?

Henry Jenkins: Esse é um problema sério, que afeta países do mundo todo. Nosso acesso à tecnologia é desigual – é isso que quer dizer o termo exclusão digital. Mas há também desigualdade no acesso às habilidades e aos conhecimentos necessários para participar significativamente dessa cultura emergente. À medida que mais e mais funções de nossas vidas se deslocam para o mundo online ou são conduzidas por meio de comunicações móveis, aqueles sem acesso às tecnologias, bem como ao capital social e cultural necessário para utilizá-las, vão sendo excluídos de uma participação ampla.

O que me entusiasma naquilo que eu chamo de cultura participatória é o potencial para diversificar o conteúdo cultural e democratizar o acesso aos canais de comunicação. Nós estamos vendo, em todo o mundo, grupos de oposição começando a burlar a censura governamental; estamos vendo um crescimento de produtores de mídia independentes – de designers de games a produtores de histórias em quadrinhos para a web – que conseguem achar um público para o seu trabalho, expandindo assim o potencial criativo da sociedade.

O que mais me preocupa nessa cultura participatória é a desigualdade de oportunidades. Alguns espaços – a seção de comentários do YouTube, por exemplo – são incrivelmente hostis à diversidade. Nossas insitituições educacionais estão bloqueando os canais de mídia participatória, em vez de integrá-os a suas práticas. E as empresas frequentemente fazem uso das leis de propriedade intelectual para calar o desejo do público de se engajar mais plenamente com os conteúdos de nossa cultura.

Um dos lugares em que essas desigualdades se manifestam claramente é a sala de aula. Numa entrevista para o documentário Digital Nation, você diz: “No momento, os professors têm algumas habilidades; os alunos têm outras. O que eles têm que fazer é aprender, uns com os outros, como desenvolver estratégias para processar informação, construir conhecimento e partilhar idéias.” Quais são as estratégias específicas que você tem em mente? Em que modelo de educação você está pensando?

Henri Jenkins: No ano passado, pedi aos meus alunos da disciplina New Media Literacies, na University of Southern California, para entrevistar jovens a respeito de suas experiências com mídias digitais. Como eu tenho estudantes do mundo todo, o projeto nos deu alguns retratos de adolescentes “normais” em diferentes partes do globo, incluindo a Índia, a Bulgária e o norte da Escandinávia.

Em quase todos os exemplos, os jovens tinham uma vida muito mais rica online do que na escola. A maioria achava a escola desestimulante. E muitos dos alunos mais brilhantes pensavam em deixar a escola porque percebiam que os professores estavam perdidamente fora de sintonia com o mundo em que eles viviam. Por outro lado, há também jovens que carecem de qualquer contato com as práticas básicas da era digital e que dependem da escola para ter acesso às habilidades das quais precisam para lidar com as novas mídias.

E as escolas, em países do mundo todo, estão traindo esses jovens, em geral bloqueando acesso a redes sociais, ferramentas para blogs, YouTube, Wikipédia e tantos outros aspectos centrais da nova cultura participatória. Nos últimos anos, eu me envolvi numa inciativa de grande escala, lançada pela Fundação MacArthur, para explorar mídias digitais e aprendizado. Eu escrevi um relatório para a Fundação MacArthur identificando habilidades sociais e competências culturais necessárias para uma cultura participatória, e lancei o Projeto New Media Literacies com a intenção de transformar esses insights em recursos para educadores.

O trabalho que estamos fazendo por meio do Projeto New Media Literacies (que foi inaugurado no MIT mas se transferiu comigo para a University of Southern California) tenta integrar modos de aprendizado participatório, comuns fora da escola, com o conteúdo adotado em nossas instituições educacionais. Temos feito experiências em várias escolas nos Estados Unidos.

Agora, o Projeto New Media Literacies vai trabalhar com o sistema de educação do Estado do Rio, oferecendo treinamento aos professores para que possam integrar a cultura participatória com as operações das escolas e instituições públicas. Por meio de uma parceria com a Secretaria de Educação do Estado do Rio e a companhia Os Alquimistas, nossos materiais vão ser traduzidos para o português e adaptados para a cultura brasileira, respeitando os aspectos locais e os atributos próprios do sistema educacional. O mais importante é ajudar os professores a desenvolver uma nova maneira de pensar, que por sua vez vai permitir que eles gerem suas próprias atividades em sala de aula, auxiliando os jovens a adquirir as habilidades necessárias para participar plenamente na paisagem midiática emergente, seja como alunos, futuros profissionais ou cidadãos.

O Brasil parece estar à beira de uma transformação econômica e cultural, num momento em que se torna foco de atenção mundial, após a decisão do Comitê Olímpico de trazer os jogos pela primeira vez para a América do Sul. Para nós, criar um novo saber midiático envolve mais do que simplesmente ensinar os alunos a usar ou mesmo programar tecnologias digitais. A nova paisagem midiática está relacionada não só a novas ferramentas e tecnologias, mas também a novas estruturas sociais e práticas culturais. Consequentemente, podemos ensinar novas maneiras de pensar e novas disposições, até mesmo na ausência de ambientes tecnológicos ricos.

Trata-se de ajudar os jovens a adquirir os hábitos mentais necessários para se engajar plenamente com o público em rede, para colaborar com uma comunidade de conhecimento complexa e diversa, e para se expressar numa cultura muito mais participatória. Esse novo modo de aprendizado requer que os professors adotem uma atmosfera mais colaborativa na sala de aula, permitindo que os alunos desenvolvam e afirmem especialidades distintas e utilizando o conhecimento para trabalhar em conjunto com problemas complexos.

A participação na cultura da convergência requer o desenvolvimento de certas capacidades cognitivas. Executar múltiplas tarefas, por exemplo, é uma habilidade com a qual os jovens, os “nativos” do mundo digital, parecem mais à vontade do que as gerações mais velhas, que viviam num ambiente midiático menos complexo e pensavam de forma linear. No atual ambiente, o que se perde e o que se ganha em termos de habilidades cognitivas? É possível a coexistência entre novas maneiras de aprendizado e formas mais antigas de conhecimento?

Henry Jenkins: Eu frequentemente penso em Platão, que reagiu com horror à idéia de que a escrita tomaria o lugar da linguagem oral na cultura da Grécia Antiga. Ele temia que as pessoas perdessem a capacidade de lembrar os valores e as tradições essenciais da sociedade, tornando-se excessivamente dependentes da tecnologia da escrita. De certa forma, ele estava certo.

Nós não temos o tipo de memória oral que domina as sociedades pré-letradas. Mas é difícil aceitar a idéia de que estaríamos melhor se não houvesse escrita – ou, mais tarde, se não houvesse imprensa.
Toda tecnologia nova abre possibilidades ricas para a comunicação humana e expande de maneira significativa nossas capacidades cognitivas.

Mas, ao mesmo tempo, há sempre a perda de algumas habilidades, que tiveram seu valor no passado. Nós estamos num desses momentos de transição. É difícil ver com precisão o que se vai ganhar ou perder. Mas é claro também que o que está por vir vai expandir de maneira dramática nossa capacidade de criar, aprender e organizar.

A questão é como equilibrar novas e velhas competências, como combinar a capacidade dos jovens de processar múltiplos canais de informação com os valores da contemplação e da meditação, que eram virtudes das velhas formas de aprendizado. Precisamos de alunos capazes de aprender tanto com o computador quanto com os livros, sem froçar uma escolha falsa entre os dois. Precisamos de jovens prontos para abraçar e utilizar diversas estratégias cognitivas, prontos para lidar com uma grande variedade de fontes de informação e se expressar em diferentes contextos discursivos.

Para mim, não se trata de tomar o lugar da sabedoria tradicional, mas sim de expandir as maneiras pelas quais os jovens aprendem a incorporar o que há de mais valioso no novo e a preservar o que havia de mais efetivo no velho.

Como as tradições do pensamento crítico humanista vão sobreviver à sobrecarga de informação que vem com as mídias novas?

Henry Jenkins: Honestamente, não sei. Mas nós vamos precisar do pensamento crítico agora mais do que nunca, porque vamos navegar, tanto individual como coletivamente, por uma paisagem de informação muito mais complexa. E vamos precisar de competência para tomar decisões rápidas e efetivas sobre a confiabilidade e o valor do mar de documentos e vídeos que passam por nossos olhos no decorrer do dia. Uma maneira de ir adiante é abraçar o que Pierre Levy chama de inteligência coletiva.

Levy argumenta que, numa sociedade de redes, ninguém sabe tudo – vamos nos livrar da idéia do homem da Renascença e tirar da educação o conceito de que todo estudante deve aprender as mesmas coisas. Todo mundo sabe alguma coisa.

Vamos criar uma cultura de especialidades diversas e múltiplas formas de conhecimento. O conhecimento de um indivíduo está disponível para o grupo sempre que necessário. Vamos aprimorar os mecanismos que nos permitem comparar notas, deliberar em conjunto e aprender uns com os outros.
Individualmente, não podemos muito contra o tsunami de informação que quebra sobre nós todos os dias.

Coletivamente, no entanto, temos a capacidade mental de enfrentar problemas complexos, que normalmente estariam bem além de nossas capacidades pessoais.

Para realizar esse potencial, temos que adotar o aprendizado colaborativo em cada estágio de nosso processo educacional. E temos que permitir que indivíduos desenvolvam suas especialidades distintas, em vez de empurrar nossas escolas na direção de uma maior padronização.

Visto por esse ângulo, o uso das novas mídias pode de fato ajudar a construir comunidades. O contrário, porém, também parece ser verdade. Alguns pesquisadores insistem, por exemplo, que o YouTube dificulta a criação de laços comunitários e ações coletivas exatamente por causa da enorme quantidade e da variedade de informação publicada pelos usuários Trazer informação ao público não é a mesma coisa que criar comunidades ou mobilizar esse público para agir. Como você responderia à idéia de que a sobrecarga de informação gera dispersão ou fragmentação, em vez de ação coletiva consciente? É possível transformar em agenciamento o acesso à informação?

Henry Jenkins: Eu diria que o YouTube representa o oposto da fragmentação. É um site em que produtores de mídia com backgrounds e objetivos diversos reúnem recursos e partilham suas produções uns com os outros. Estamos mais conscientes da diversidade de nossa cultura quando olhamos para o YouTube, em grande parte porque o site nos pôs em contato com formas de produção cultural que até há pouco escapavam à nossa vista, eram emudecidas pela voz amplificada dos meios de massa ou afastadas pelas várias estruturas de exclusão que moldam nossa experiência cultural cotidiana.

Isso está no âmago daquilo que Yochai Benkler propõe em The Wealth of Networks.

Muitos desses novos sites representam um ponto de encontro para grupos e indivíduos com motivações diversas. Existe, pelo menos potencialmente, um fluxo muito maior de informação entre grupos de base. Grupos que eram invisíveis estão ganhando maior impacto junto ao público graças a esses espaços comuns. A circulação dessas produções culturais é mais fluida porque não há mais a figura do gatekeeper tradicional.

Por outro lado, é também importante não sobrevalorizar essa idéia. Pesquisas recentes sobre redes sociais sugerem que essas redes refletem outras formas de segregação cultural: em vez de explorar a plena capacidade de uma cultura em redes, as pessoas tendem a se encontrar online com gente que já conhecem na vida cotidiana; elas tendem a procurar pessoas como elas, em vez de usar a tecnologia para criar novas “pontes”.

E isso tende a reduzir o potencial para diversificar nossas experiências e nosso conhecimento. Eu concordo que acesso à informação nem sempre gera agenciamento. Isso certamente não acontece quando faltam conhecimento e habilidades para empregar efetivamente os benefícios das novas redes sociais. Não acontece quando falta disposição para valorizar a diversidade e respeitar a dignidade de todos os participantes. Não acontece na ausência de novas formas de organização social que possam ajudar a alavancar os potenciais das mídias digitais para enfrentar os desafios e problemas do século 21.


Os conceitos de autoria e propriedade intelectual são fundamentais no debate sobre as novas mídias. Por um lado, a cultura digital facilita a apropriação e o uso popular dos textos da cultura de massa, oferecendo visibilidade crescente, por exemplo, ao trabalho criativo dos fãs. Por outro, o crescimento daquilo que você chama de “criatividade de base” se contrapõe aos esforços da indústria da mídia para controlar o uso e a circulação de informação. Seria certo dizer que a noção de propriedade intelectual está na contramão da história? E que papel caberia ao conceito de propriedade intelectual no mundo da convergência midiática?

Henry Jenkins: A propriedade intelectual é o campo de batalha que determinará o quão participatória nossa cultura vai se tornar.

De algumas formas, os meios de massa estão criando mais espaço para participação e apropriação do que eu jamais antecipei. Mas é pouco provável que eles abram mão das histórias, imagens e sons de nossa cultura se não houver uma pressão séria por parte do público. Se olharmos para a história da cultura, veremos movimentos amplos que contradizem a viabilidade a longo prazo dos modelos correntes de propriedade intelectual.

Antigamente, havia uma cultura popular que permitia uma participação ampla, que dava mais ênfase ao valor social que ao valor econômico dos atos criativos, na qual não havia grande separação entre criadores profissionais e amadores, e que dependia da troca de habilidades e conhecimentos. Depois veio a cultura de massa, na qual a produção cultural foi privatizada e profissionalizada, em que a maioria de nós consumia e apenas uns poucos produziam, na qual ninguém era dono das próprias tradições culturais ou das narrativas que conduziam nossa imaginação.

Agora, o crescimento da cultura participatória representa uma reafirmação das práticas e da lógica da antiga cultura popular em face de cem anos de cultura de massa. Mais uma vez, temos uma maior capacidade para criar e estamos formando comunidades em torno de práticas de produção e circulação de cultura. Podemos agora partilhar nosso trabalho criativo com um público muito maior do que seria possível na antiga cultura popular, embora os modelos de produção cultural ainda se formem em torno dos conteúdos e práticas da cultura de massa.

É por isso que esse novo ambiente midiático é tão propício para a chamada cultura dos fãs. A cultura participatória não pode se desenvolver se não formos capazes de arquivar, apropriar e fazer recircular o conteúdo midiático. Ela não pode se manter por muito tempo sem que haja uma expansão dos meios legais de acesso a bens culturais, bem como uma redução do controle exclusivo das empresas de mídia sobre a nossa cultura.

Todo mundo reconhece que o futuro será mais participatório. O que precisamos ainda resolver são os termos que definirão essa participação. Os novos modelos de negócios procuram democratizar esses termos, abrindo mais espaço para o controle do consumidor, de maneira semelhante ao que acontece com regimes autocráticos que se vêem forçados, com o passar do tempo, a permitir alguns tipos de práticas e instituições democráticas para se manter no poder. Eu estou apostando, porém, que a demanda do público vai ser maior que a capacidade das empresas de abir mão do controle sobre os mecanismos de produção e circulação cultural.

Elas não serão capazes de agir com rapidez e amplitude suficientes. E aí mais e mais pessoas se tornarão “piratas” ao tentar satisfazer seus interesses num ambiente midiático que apóia maior participação ao mesmo tempo em que o ambiente legal procura canalizar essa participação para servir aos interesses de grandes conglomerados de mídia.

Você tem discutido a maneira como a convergência midiática contraria as hierarquias entre produtores e consumidores de cultura. Existe um paralelo entre essas hierarquias e o desequilíbrio histórico entre países exportadores e países importadores de cultura, ou países que exportam e países que importam conhecimento. Seria possível aplicar algumas de suas idéias à análise de como a cultura e o conhecimento atravessam fronteiras nacionais? Como a promessa de participação se manifesta a nível global?


Henry Jenkins:
Eu não sou daqueles que dizem que o mundo é plano. O domínio econômico dos países ocidentais, especialmente dos Estados Unidos, sobre o imaginário global representa ainda uma força poderosa no mundo atual, contra a qual é difícil impor resistência. No entanto, é possível também constatar uma maior fluidez na circulação da cultura produzida em diferentes partes do planeta. Essa circulação está sendo moldada principalmente por processos de imigração. A pessoas usam a web para manter contato com os países de origem. E os imigrantes introduzem novas formas de expressão cultural nos países para onde vão.

Mas isso explica apenas em parte o atual momento de circulação cultural. Eu diria também que os jovens em todo o mundo estão se tornando cada vez mais cosmopolitas em seus engajamentos com a cultura popular. Eles estão em busca de maior diversidade do que existe em suas comunidades locais. A gente vê isso entre os jovens iranianos, que cresceram tentando burlar a censura do governo, contrabandeando posters, tapes e vídeos de Michael Jackson, e agora encontram um público global por meio do Twitter.

A gente vê isso também entre os jovens americanos, que estão interessados em conteúdo produzido na Ásia (mangá vende quatro vezes mais que os quadrinhos americanos no mercado dos EUA; anime é hoje um dos principais produtos de exportação do Japão;  há sinais de que os dramas coreanos e chineses estão começando a ter um impacto semelhante via acesso online), conteúdo produzido na América Latina (um enorme interesse em telenovelas) e por aí vai.

Assim, os jovens vão se conectando com fãs nos próprios países em que esses conteúdos são produzidos. E isso tem potencial para expandir a consciência global. O interesse do público supera largamente a capacidade ou disposição dos meios dominantes de oferecer esse material. Então os canais alternativos vão ocupando o espaço. Menos de 24 horas depois de ir ao ar nos Estados Unidos, um episódio do programa televisivo Prison Break é traduzido por amadores para diversas línguas asiáticas e aparece em torrentes nos países da Orla do Pacífico.

Com a mesma rapidez, uma série de desenhos animados aparece na televisão japonesa e chega às casas de adolescents americanos.

Recentemente, um vídeo com a vencedora de um programa da televisão ucraniana apareceu no YouTube e foi visto mais de 2 milhões de vezes. As pessoas passam para a família e os amigos aquilo que encontram de interessante. A maioria dos americanos, eu arrisco dizer, nunca tinha visto televisão ucraniana. Mas eles resolveram dar uma olhada, porque o material estava disponível gratuitamente e circulando livremente. Isso põe em destaque uma grande questão:

Devemos nos preocupar com acesso cultural (o fluxo de idéias e expressões através de fronteiras nacionais) ou viabilidade econômica (o lucro que os países produtores de mídia podem ter nos mercados americanos)?

Ambos estão mudando, mas certamente existe maior fluidez no nível cultural que no nível comercial.

Em todo o mundo, os artistas estão perdendo controle sobre a circulação de seus conteúdos e, provavelmente, perdendo também a base econômica que dá apoio a suas produções. Mas a gente poderia argumentar que, em muitos casos, esse conteúdo está circulando em mercados que estariam fechados para eles de qualquer maneira. E é possível que, ao expor os consumidores a novos gêneros de produção cultural, esses artistas terminem também adquirindo um público pagante.

No ano passado, você e David Bordwell tiveram um debate sobre narrativas transmidiáticas, que foi postado no seu blog. Algumas histórias começam na tela de cinema, por exemplo, continuam num videogame e terminam fazendo o caminho de volta para o meio cinematográfico. A idéia de narrativas transmidiáticas, no entanto, dificulta a aplicação de critérios formais à análise de experiências culturais específicas, motivo pelo qual Bordwell parece defender formas mais tradicionais de narrativa. Quais são alguns dos critérios estéticos que você utiliza para analisar uma experiência que envolve diferentes plataformas midiáticas?

Henry Jenkins: Uma das matérias que eu ensino na University of Southern California é sobre entretenimento transmidiático. A análise minuciosa de textos e as conversas com produtores de mídia sobre seus processos criativos e sobre públicos transmidiáticos vêm aguçando minha atenção para essas questões. Eu agora acredito que é possível mapear alguns pontos fundamentais da estética transmidiática.

O primeiro seria uma mudança de foco; a ênfase recai não sobre personagens individuais e suas histórias, mas sobre formas cada vez mais complexas de construção de mundos.

O segundo seria a expansão das formas tradicionais de serialidade que distribuem a informação narrativa por várias parcelas de conteúdo. Os seriados tradicionais se desenvolviam através de uma única mídia, oferecendo meios de orientação para os espectadores, mesmo quando havia aqueles “buracos” que aumentavam nosso interesse na história.

Os novos seriados se desenvolverão através de múltiplas plataformas midiáticas, permitindo a conexão de vários elementos, com um fluxo menos linear de informação, criando um espaço no qual poderemos partilhar com outros usuários aquilo que encontrarmos.

Em terceiro lugar, há um foco em múltiplos planos ou múltiplas formas de subjetividade, em que, da mesma forma que acontece com as soap operas, nos envolvemos com a história por meio das perspectivas de vários personagens, que por sua vez refletem valores e situações sociais diferentes.

Pense, por exemplo, naquilo que as extensões transmidiáticas fazem. Elas oferecem mais informação e a oportunidade de explorar mais plenamente os mundos ficcionais. Permitem o engajamento com histórias de pano de fundo ou realçam o impacto a longo prazo dos eventos narrativos. Ou ainda redirecionam o foco em torno das perspectivas de personagens secundários ou periféricos, retornando à “nave-mãe” com um novo quadro de referência.

Neste momento, estamos ainda mapeando o território, identificando dispositivos formais e modos narrativos que funcionam num ambiente transmidiático, esbarrando ocasionalmente em exemplos que contêm grande força emocional ou complexidade cognitiva.

Existem pessoas monitorando os experimentos e refinando a arte.

Entre elas estão os artistas que vão levar as transmídias ao próximo nível. E também os consumidores, que vão acompanhar esses artistas e ajudá-los a realizar plenamente o seu potencial.


Quando li sua discussão com David Bordwell, eu pensei nas repercussões da convergência midiática para as disciplinas acadêmicas tradicionais. De certa forma, a resposta de Bordwell à noção de narrativa transmidiática sugere uma preocupação com o status e a autonomia de uma disciplina específica—os estudos de cinema. Revela um desejo de tratar o cinema como cinema. Qual o papel das disciplinas acadêmicas tradicionais no mundo da convergência midiática?

Henry Jenkins: Você não está sendo muito justo com David Bordwell, um pesquisador bastante envolvido com as questões intelectuais levantadas pelas narrativas transmidiáticas. O que Bordwell argumentou foi que a indústria hollywoodiana é conservadora e usa práticas transmidiáticas de formas relativamente triviais, mais voltadas para o marketing do que para a narrativa.

Ele certamente discordaria da idéia de transformar todos os filmes em “naves-mães” para franquias transmidiáticas. Eu também. Acredito que é necessário um estudo criterioso para saber quando as práticas transmidiáticas são estéticamente gratificantes e quando são um beco sem saída. As divergências entre nós dois não são muito significativas. Eu gostei bastante da oportunidade de discutir com um pesquisador de primeira linha.

Por trás da nossa discussão havia um enorme grau de respeito mútuo. De outra forma, não valeria a pena. Mas a questão maior sobre o impacto nas disciplinas é de grande importância. Eu não sei se as configurações de conhecimento que emergiram no final da era industrial – nosso conjunto atual de disciplinas – sobreviverão por muito tempo na era da informação.

Já estamos vendo uma significativa reconfiguração dos campos de conhecimento, estamos vendo alunos chegando às universidades com projetos intelectuais que simplesmente não cabem em disciplinas individuais, que exigem trânsito entre cursos diferentes, semelhante ao que acontecerá em suas vidas profissionais. Os currículos de nossas universidades tentam desesperadamente disciplinar esses alunos, forçando-os a ocupar categorias específicas.

Eu diria, porém, que isso acarreta prejuízo tanto para os indivíduos envolvidos quanto para a sociedade como um todo. Precisamos explorar conexões entre nossos campos de conhecimento para melhor utilizar o potencial da nova paisagem midiática e enfrentar os desafios da vida no século 21. Precisamos liberar nossas mentes, absorver o maior número possível de métodos de investigação e corpos de conhecimento. Assim poderemos reconfigurar o conhecimento, aprendendo a colaborar através de fronteiras profissionais e disciplinares.

Em resumo, precisamos abraçar um sistema educacional de convergência para que possamos navegar por um ambiente de informação também convergido.

Fonte : CONTRACAMPO: REVISTA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE OS SENTIDOS DA CONVERGÊNCIA: ENTREVISTA

COM HENRY JENKINS por Vinicius Navarro

Baixe AQUI o PDF completo com a entrevista em Inglês e Portugês
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Entrevista colaborativa sobre SEO: Erick Formaggio

3 de maio de 2010
Quais são suas dúvidas sobre SEO (Search Engine Optimization)? Esta foi a pergunta que abriu o post do dia 18 de abril, que convidava você, leitor do @midiasblog, para participar de uma entrevista colaborativa sobre o assunto. E hoje é o dia de publicar mais uma das entrevistas do blog (você já leu a do Nino Carvalho?), que tem um gostinho especial por ter o seu pitaco! Se vocês gostarem da iniciativa, podem pedir que nós vamos providenciar mais! Ah, e no final do post tem sorteio, viu! ;)

O entrevistado é Erick Formaggio, gerente de SEO e de Social Media da Cadastra Search Engines Promotion e autor do blog Marketing Online Visionário. Palestrante no SMX Brasil, o Search Marketing Expo, um dos eventos mais importantes sobre Search Marketing do mundo, é conferencista também sobre temas ligados à Internet e acaba de lançar o livro SEO – Otimização de Sites – Aplicando técnicas de otimização de sites com uma abordagem prática. Erick também é colunista dos portais SEM Brasil e do IMasters.

Infelizmente não deu pra colocar as perguntas de todo mundo, mas todas têm alto nível! Ah, se alguém tiver dúvida sobre o básico de SEO, pode ler esse post. :)

1. Eu tenho 19 anos, estudante de Publicidade e Progapanda e só consegui descobrir que quero trabalhar na área de SEO após passar por quatro empresas. O que um jovem deve estudar, o que deve ler e por quais departamentos deve passar para que ter sucesso futuro em SEO? (Achiles Borges)

[Erick] – Oi Achiles. Primeiramente é relevante comentar que o SEO possui 3 pilares importantes: a parte técnica, a popularidade e o conteúdo. Para aprender a parte técnica, é necessário que você estude muito o HTML, alguma linguagem como PHP/ASP, leia muito sobre gerenciamento de projetos de TI, pois SEO é 70% esses pilares e 30% organização do trabalho. Leia também livros de SEO, onde você encontrará dicas importantes sobre como aumentar a popularidade de um website. De antemão já posso afirmar que redes sociais são ótimas ferramentas de prospecção de popularidade, pois elas trabalham a favor da divulgação de seu site o que, consequentemente, atrai links importantes também.

2. Minha pergunta é em relação a indexação de conteúdo pelos motores de busca. Além da otimização de meta-tags e constante atualização de informações, quais as outras principais formas de otimizar um site? (Marcela Hippe)

[Erick] – Oi Marcela. Você precisa analisar as questões técnicas como as trocas de protocolo, a engenharia de URLs e links internos/externos, entre outros fatores importantes. Em relação às trocas de protocolo, você precisa garantir que o robô está recebendo os códigos de status corretamente, para que o site não seja prejudicado em sua indexação. Para as URLs, garanta que elas façam parte de uma estrutura hierárquica que trabalhará a favor da inteligência artificial do mecanismo, ou seja, uma arquitetura não tão profunda. Pense também em atrair links externos ao seu site, de modo a melhorar sua popularidade e com isso aumentar cada vez mais o valor do site perante os mecanismos de busca. A popularidade está relacionada  ao número e à qualidade dos links que apontam para o seu site. Sendo assim, elabore e pense em como provocar e privilegiar essa ação que, quanto mais natural, melhor.

3. - Quais são os 5 principais mitos relacionados a SEO que ainda reinam na internet como verdade e porque são mitos? (Domicio Neto)
[Erick] – Neto, penso que os melhores exemplos de coisas que não dão certo são aquelas técnicas que trabalham contra o SEO. Ou seja, aquelas que não são efetivas para a otimização de sites, dentre elas: esconder palavras-chave no código fonte, esconder palavras-chave através de CSS, utilizar blocos de repetições de palavras-chave nas meta tags keywords, doorway pages (essa é antiga). Dessas que listei, todas foram muito utilizadas no passado porque davam certo, por isso alguns ainda utilizam, mas posso dizer que com bem menos intensidade do que antes. No entanto, sempre é possível acabar esbarrando em algum site que utiliza isso ainda.  Falta um, não é? Vamos lá. Alguns discursam em prol das boas práticas de codificação HTML, etc. Eu também. No entanto, é mito que um site sem o HTML validado no W3C não se posiciona em primeiro. Se posiciona, sim. Nós recomendamos uma estrutura adequada, validada de HTML porque acreditamos que isso vai ajudar o site no processo de indexação. No entanto, mesmo que existam problemas no HTML, o site pode se posicionar sim. Há diversos exemplos por aí, inclusive de sites estruturados em tabelas. Em SEO, se você perde em alguma coisa, precisa ganhar em outra. Então, se a empresa tem um site onde a estrutura de código é ruim, precisa ganhar na popularidade, no conteúdo, etc.

4. O sitelink é uma consequência da otimização do site? Se sim, quais são as dicas que influenciam um site tem sitelink nas buscas? (Nathalia Jacintho)
[Erick] – O site link é uma conseqüência de quão importante o mecanismo de busca entende que é o seu site e algumas de suas áreas, perante um determinado termo. Logicamente, a otimização do site pode influenciar isso sim. Ter uma estrutura flat (horizontal) de conteúdo, com as áreas principais perto da raiz do site e uma boa engenharia de URLs (que sejam amigáveis também) de links internos e externos, com certeza ajudará muito.

5. qual a métrica mais preciosa que uma homepage de um site "hard news" tem para oferecer aos seus anunciantes? Time spent? Bounce rate alta, mas com permanência legal (1,5 min ou mais)? Já existem valores em $ para click em peças, quanto tempo falta para seguidores, fãs e amigos também terem um preço? (Klaus)


[Erick] – Os melhores para responder essa pergunta são os próprios anunciantes. Converse com alguns,  entenda o objetivo de cada um deles e dê a eles métricas que irão atribuir um indicador relacionado àquilo que eles realmente querem. Vejo muitos “media kits” de blogs onde são exploradas várias métricas quando, às vezes, pouco importa ao anunciante uma ou outra. Ou seja, depois de uma conversa com alguns anunciantes, monte um “score” simples e amigável para visualização do ROI de uma forma que possa ser customizado perante diferentes objetivos.

E aí, gostaram? E não pára por aí, o Erick Formaggio disponibilizou um exemplar do seu livro SEO – Otimização de Sites – Aplicando técnicas de otimização de sites com uma abordagem prática para sortearmos aqui no blog, entre as pessoas que comentaram, com seus respectivos números:

1 - Achiles | 2 - Domicio | 3 - Diego | 4 -  Klaus | 5 - Rute | 6 - Marcela | 7 - Rafael | 8 - Nathalia. E o sortudo é:

Parabéns, Marcela Hippe! Mande pra nós seu contato e endereço que enviamos pra você este presente do blog! E você, leitor do @midiasblog, fique ligado, mais promoções irão rolar por aqui! :)
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Quais suas dúvidas sobre SEO ? Entrevista colaborativa do @midiasblog

18 de abril de 2010


Atenção! Durante essa semana estaremos coletando perguntas sobre otimização de sites para mecanismos de buscas. O blog tem acesso a um grande profissional da área, que inclusive já publicou um livro sobre o assunto. Para não estragar a surpresa e sim, gerar uma curiosidade em vocês, não divulgarei o Entrevistado.

Para sugerir as perguntas é muito simples, basta deixar aqui nesse post um comentário, com sua pergunta. Preencha seus dados, com twitter inclusive.

O prazo para enviar sua pergunta deve ir até na Sexta Feira dia 23 de Abril.

Fique à vontade para mandar sua pergunta como quiser, você pode apenas escrever nos comentários ou fazer um áudio ou vídeo com sua pergunta, que deverá ser postado em qualquer site de compartilhamento de áudio ou vídeo e o link colado nos comentários. Se sua pergunta for escolhida será inserido no post.

Assim faremos uma entrevista colaborativa com os leitores do Blog Mídias Sociais. A intenção é entregar para vocês um conteúdo ainda mais relevante. Espero que gostem e participem, aproveitando esta oportunidade!

@idegasperi
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