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As barreiras globais foram derrubadas com a criação da Internet e seus avanços tecnológicos que a cada ano – poderia ser empregada a palavra “mês” – têm aproximado mais e mais os seus usuários colocando-os dentro de uma aldeia global capaz de convergir qualquer meio de comunicação. Temos jornais, conversas on-line, realidade aumentada, diversos portais de relacionamento, redes sociais, sites com filmes e produções caseiras, programas para baixar qualquer tipo de conteúdo que se possa imaginar e outros tantos recursos.
Alguém, alguma vez, já parou pra se perguntar: Onde é que esse mundo vai parar? Bom, eu já! E confesso que depois do anúncio do iPad eu não sabia mais o que o homem poderia criar. Soa um pouco de exagero de minha parte, se considerarmos que já foi desenvolvido um carro capaz de purificar o ar em vez de poluí-lo, mas isto nada tem a ver com a Internet. Pelo menos, não ainda. Não importa se as pessoas gostam ou não das invenções que integram os meios, o importante é saber que hoje podemos acessar qualquer conteúdo em um único aparelho e isso, á medida que vai sendo desenvolvido, se torna cada vez mais acessível acendendo uma luz de esperança para que pessoas de baixa renda possam entrar em contato com informações e cultura.
No entanto, o que parece que ninguém havia pensado foi em convergir uma das artes mais antigas do mundo: o teatro. A revista Veja publicou, no dia 5 de maio de 2010, uma pequena matéria, escrita por Dirceu Alves Junior, sobre o site que derrubou as fronteiras das artes cênicas de respeitáveis artistas e diretores. O portal Cennarium (www.cennarium.com), dirigido por Roberto de Lima, foi aberto em março deste ano e passou a armazenar peças teatrais como La Musica, O Banquete e Sete é Demais.
O sistema funciona dessa forma: há a filmagem das peças teatrais em uma apresentação normal que posteriormente será editada sob a supervisão do diretor e, em seguida, é colocada no ar para ser assistida por qualquer um que, após efetuar seu cadastro, pague o valor da peça, variante de 10 a 40 reais. Esse pagamento permite ao usuário, dentro do prazo de 24 horas, assistir ao espetáculo quantas vezes quiser.
Pode-se dizer que invenção nenhuma foi feita já que pelo YouTube podíamos assistir, praticamente, a uma peça completa sem pagar nada. Entretanto, vale ressaltar que o vídeo pago é de boa qualidade; o portal possui espetáculos que jamais serão encontrados no Youtube e além de tudo metade do dinheiro pago é enviado ás produções. Uma ação de extrema importância, no sentido de que se discute muito a respeito dos direitos autorais e a veiculação de produtos em páginas que não cobram nada por ela. A convergência deve acontecer, mas sempre dando credibilidade àqueles que trabalharam na elaboração e confecção de um produto, seja ele um vídeo-clip, um filme ou uma encenção.
O melhor é que não só os criadores e diretores do Cennarium, como também os diretores de teatro, acreditam que em vez de evitar com que as pessoas frequentem o teatro, o site vai surtir o efeito contrário: despertar o desejo de o espectador assistir pessoalmente á trama. Comprovações disso já existem: Um único esquete da peça Terça Insana teve, em três anos no Youtube, cerca de 5 milhões de exibições e nem por isso a peça deixou de existir, pelo contrário, ela cada vez mais têm atraído público. Outro exemplo? Cócegas está a 10 anos em cartaz e seus vídeo estão entre 70 e 100 mil exibições.
Além disso, o portal teatral aposta em peso nas Redes Sociais para a divulgação de seu trabalho. Encontra-se o Cennarium no Facebook, Formspring, Orkut, Twitter, My Space e Flickr. É mole?
São convergências como essas que eu espero que me surpreendam no futuro. Certamente tudo isso e muito mais num futuro bem breve, na palma da sua mão, em um celular: O convergente da Internet.
Artigo enviado por Felipe Bottini @felipebottini de São Paulo, estudante de Rádio e TV – FAAP








