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Mosaic, de Flash Forward: mídias sociais, ficção e futuro

24 de janeiro de 2010
Antes de qualquer coisa. Se você pretende assistir a série Flash Forward, saiba que esse post contem spoilers. Só assisti até o quinto episódio, mas há algumas revelações caso você nunca tenha assistido.

Vamos lá. Flash Forward é uma série que parte do seguinte acontecimento. Todas as pessoas do mundo perdem a consciência durante 137 segundos. Isso gera uma catástrofe imensa, milhares de mortes e confusão. Mas o realmente fantástico é que (quase) todas as pessoas tiveram uma visão do futuro (por isso o nome da série) enquanto estiveram inconscientes. E todas elas do mesmo futuro: alguns segundos do dia 29 de abril de 2010.

mosaic collective



O protagonista é um agente do FBI que, em seu Flash Forward, vê que estará investigando o acontecimento. Então ele passa a chefiar uma comissão de investigação. Alguém tem a ideia de produzir um site em que as pessoas poderão dizer o que viram em seus "apagões". Cria-se o Mosaic Collective. A partir dos relatos das pessoas de todo o mundo, os personagens começam a unir pontos para tentar descobrir o que aconteceu e criar um panorama do que será o dia 29 de abril de 2010.

Apesar da série não ser muito boa (inclusive foi descontinuada temporariamente para resolver os problemas), esse ponto específico do roteiro me interessou. Afinal, um acontecimento dessa magnitude de fato poderia gerar uma demanda por um projeto de inteligência coletiva desse porte. Mas, em certo sentido, a internet possui mídias sociais gigantescas como o Facebook e base de dados gigantescas como o Google que já são fontes coletivas de informação que permitem ver parte do presente com certa clareza e até prever, se não o futuro, tendências. A arte imita a vida e a vida imita a arte. Mosaic relembra que é recomendado aprender com ambas.
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