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1) Israel pergunta: Nino, Apresente-se e nos conta um pouco como foi a trajetória do seu trabalho. Você tem uma agência que presta assessoria e realiza o já conceituado Sou Mais WEB. O que você pode nos contar em relação às empresas que atende? Quais são os casos ou o que vc percebe do mercado que está comprando esse tipo de assessoria ?
@ninocarvalho responde: trabalho com internet há 12 anos, tendo sido um dos pioneiros no Brasil e, hoje, sou reconhecido como referência nacional em Marketing Digital. Sou jornalista, Mestre em Administração de Empresas (IBMEC) e pós-graduado em Marketing e Estratégia pelo Chartered Institute of Marketing (CIM, no Reino Unido). Estou concluindo o MBA em Gestão de Pessoas da FGV e fiz cursos de extensão na ESPM, John Moore University (Liverpool) e Manchester University.
Sou consultor em Estratégias e Inteligência de Marketing Digital da Godfather Estratégias Sociais e atendo a empresas nacionais e internacionais em diversos segmentos. Concebi e implementei programas de capacitação, estratégias, soluções e planos de e-marketing, em organizações como: Souza Cruz, Embratel, L’Óreal, Wyeth (Centrum e Advil), Ibeu, SporTV, InPress Porter Novelli, Cadê / StarMedia, University of Notre Dame Australia, Invent (onde fui Gerente de Comunicação dos sites Central de Desejos, Orelha Digital e Elefante), Forum PCs, Furnas, Comunique-se, XPress Comunicação, Qualimetrica Pesquisa, CBTU, entre outras.
Atuei como e-Creative Director para a América Latina e o Caribe no British Council (órgão do Governo Britânico para Educação e Cultura), onde liderou o Online Transformation Programme – uma iniciativa global na qual desenvolveu metodologias e guidelines que estão sendo implementados mundialmente em toda a organização. Posicionei a América Latina como centro de e-soluções e criatividade online em mais de 100 países. Sou reconhecido amplamente pela excelência na gestão de projetos de internet com foco no cliente, sempre alcançando alto impacto junto ao público-alvo.
Ministro programas de treinamento, cursos e palestras sobre Comunicação e Marketing Online, Redes Sociais, Planejamento Estratégico, Marketing de Relacionamento e Marketing de Serviços, em organizações e instituições de ensino como: Presidência da República, Senado Federal, British Council (Brasil, Reino Unido, Chile, Argentina, Venezuela e Colômbia), Câmara de Comércio Americana (AmCham), Governo do Rio de Janeiro, Prefeitura de Porto Alegre, Universidade de Vila Velha (ES), Universidade Gama Filho, Estácio (RJ e ES), UFF, Univale (MG), PUC-RJ, Facha, Universidade de Belas Artes (SP), UFRJ, IBMEC-RJ, UniUbe (MG), Universidade Cândido Mendes, CEFET, entre outras.
Sou idealizador, coordenador e professor da pós-graduação em Gestão Estratégica de Marketing Digital, na Facha, tida como o principal curso da área em todo o país (segundo comunidades e veículos de comunicação, marketing e jornalismo na web). O curso está na quarta turma e conta com cerca de 100 alunos, incluindo algumas feras do mercado de internet do Brasil e do RJ.
Leciono, desde 2006, a cadeira “Marketing Digital” para o curso de graduação em Administração da UFRJ.
Promovo no #soumaisweb debates sobre diversos temas em internet, que conta com muitos dos principais ícones da área de Comunicação e Marketing Digital de todo o país. O evento é atendido por um público extremamente qualificado (profissionais muito bem colocados no mercado e super conectados) e atrai cerca de 130 pessoas fisicamente, gerando mais de 1000 posts no Twitter durante as 3h de debate.
Na verdade, em primeira mão posso adiantar ao blog Mídias Sociais que estou pausando as atividades da Godfather Estratégias Sociais, pois aceitei um convite de uma das principais agências de comunicação do Brasil para gerenciar sua área de Estratégia e Marketing Digital. De qualquer maneira, durante minha carreira atendi a empresas de diversos setores e de portes variados. Ironicamente, o mais interessante que posso contar destas experiências é o fator comum a quase TODAS elas: não importa se era uma multinacional entre as 20 maiores do planeta, ou empresa familiar com 10 funcionários – em todos os casos, sempre houve uma mistura de receio, atração e mistério em relação à investimento em internet. As empresas –ainda!- estão experimentando no mundo digital. É comum ver casos de organizações que não só têm dificuldade de compreender os esforços necessários (tempo, dinheiro, pessoas) para estar na internet, como também os severos impactos internos na organização e sua cultura.
De qualquer maneira, fico feliz de perceber que, cada vez mais, as empresas percebem o valor de investir em assessoria/consultoria em planejamento estratégico de marketing digital, em vez de sair comprando sites, blogs ou “twitters” de agências que são reles “fazedoras de sites” ou que sugerem ações em redes sociais indiferentemente das necessidades e peculiaridades do cliente.
2) Mariana pergunta: Considerando que a performance digital de uma marca é uma somatória de diversos projetos (SEO, Links Patrocinados, ações em mídias sociais, webdesign, e por aí vai), você acha que a parcela de investimento que as empresas têm feito nesta área é significativa comparada aos investimentos em mídia tradicional? A premissa de que mídia social é sinônimo de investimento baixo ainda perdura?
@ninocarvalho responde: De maneira geral, Mariana, os investimentos ainda são baixos sim, mas crescem visivelmente a cada ano. Em média, quando inicio o trabalho em uma empresa, os clientes usam cerca de 10% (no máximo!) de sua verba de marketing na área de internet. No segundo ano, este número cresce para 12 ou 15% e, a cada ano financeiro tende a subir mais.
Em um caso específico comecei trabalhando com um orçamento de 150 mil reais e, quatro anos depois, tinha mais de três milhões para ações digitais.
Como você colocou, no entanto, mídias sociais continuam sendo sinônimo de sucesso fácil a baixo custo. Atribuo esse problema ao que chamo de pseudo-agências. Isso destrói nosso mercado. Esses vendedores de serviços digitais passam a idéia equivocada de que, na internet, é necessário pouco para se conseguir muito. MENTIRA. A única verdade que talvez seja mais aceitável é que, muito provavelmente, no mundo digital você atinge resultados melhores com menos investimentos se comparado aos esforços no mundo offline. Isso não quer dizer (de maneira alguma!) que com pouco dinheiro se faz milagre. Ninguém fica rico com pirâmide e ninguém emagrece comendo pizza.
3) Ernani pergunta: Eu não acho que alguém deva pautar sua carreira em redes sociais. Ao ouvir "Especialista em redes sociais" o que eu eu ouço é "Especialista em twittar o dia inteiro". Você concorda?
@ninocarvalho responde: Acho que sim, Ernani. Quando vemos no mercado empresas ou profissionais que são especialistas em redes sociais, também tendo a interpretar que esta figura sabe criar perfil no Orkut, twitta o dia todo e posta links no Facebook.
Por isso faço questão (e, às vezes, tenho que colocar isso de maneira mais enfática) de dizer sempre aos clientes, prospects etc, a seguinte frasezinha (com algumas variações ;-)): “Não sou de internet, sou de marketing! Estou na internet por coincidência...”. Essa brincadeira é pra ilustrar que não existe profissional de internet. Sério, não existe. Acredito em profissionais de marketing, comunicação, sociologia, publicidade, tecnologia etc que trabalham com foco no ambiente online e, assim, entendem suas particularidades e sabem como aplicar as características peculiares do mundo digital aos conceitos-chave de marketing, comunicação etc.
Felizmente, cada vez mais tenho visto profissionais de peso propagarem essa idéia e, por conseqüência, os clientes ou compradores de soluções digitais estão mais bem educados nesse aspecto. Agências sérias como a Frog, a In Press, a Textual, Click e tantas outras trabalham nessa linha, bem como profissionais que defendem esta forma de pensar e merecem destaque pelo papel importante no árduo e lento processo de educação do mercado, como Patrícia “Miss” Moura, Sérgio “Skrol” Salustiano, Rizzo Miranda, Fábio Carvalho, Andrea Thompson, Alexandre Carvalho, Gabriel Rossi e o próprio Tarcízio, que está nessa entrevista, entre outros.
4) Tarcízio pergunta: Vamos para aquela velha pergunta clichê, mas um pouco diferente. Ao invés de perguntar "o que você recomenda para o 'jovem' profissional?", quero te perguntar o que você recomenda para o profissional já no mercado de trabalho de mídias sociais? Como manter-se "atualizado" e preparado para enfrentar as transformações que acontecem e acontecerão a cada mês neste mercado?
@ninocarvalho responde: Excelente! Muito bem colocado, mestre! Tá cheio de oferta pro “jovem profissional” ou “pra quem ta entrando no mercado”, mas pouco se fala de quem já está trabalhando na área e já é profissional formado de comunicação / marketing online. Infelizmente, meu caro, não há tantas opções de cursos para estas pessoas. A solução é ou partir para um mestrado, ou entrar em algum dos raros cursos de pós-graduação que temos no Brasil dentro deste tema. Ou seja, a solução para os profissionais mais experientes é acompanhar publicações (acadêmicas inclusive, o que normalmente é impensado para o prático) e, principalmente, blogs / sites e influenciadores de peso. Nessa linha, além do Twitter e blog dos profissionais que citei acima, recomendo: BlueBus, WebInsider, iMedia Connection, Neposts (blog do Nepo), eMarketer, Marketing Charts, Mashable, ClickZ, e gosto também de acompanhar o Delicious da Miss Moura e do Roney B.
Por fim, vale dar a dica de assinar alertas do Google com os termos que voce esta interessado (“Redes Sociais”, “Perfil internauta”, “Estrategia” etc) e receber novidades diárias sobre o tema (uma espécie de clipping).
5) Israel Pergunta: Quais os planos para o Sou Mais WEB em 2010? Sabemos que o Gabriel Rossi estará no Rio de Janeiro em março, é isso? E vocês tem planejado outros eventos pelo Brasil?
@ninocarvalho responde: Exato! O feríssima Gabriel Rossi vai ser um dos convidados para o #SouMaisWeb sobre eBranding (o primeiro de 2010) ao lado do Andrei Scheiner, Daniela Meirelles e Fabio Carvalho. O evento é organizado por mim e não tem fins lucrativos – a idéia é unir o mercado. O downside disso é que cada mês é uma dificuldade para viabilizar o debate, pois cada vez tenho menos tempo de abraçar a causa. Ainda assim, por iniciativa dos próprios internautas (a maioria também profissionais de marketing online – muito ativos e dedicados às novas mídias) este ano estamos indo pra Minas Gerais (Uberlândia) e São Paulo. Estes dois com certeza ainda este semestre.
Também recebo convites de pessoas querendo levar o debate para Juiz de Fora e BH (também em Minas), Fortaleza, Espírito Santo, Floripa, entre outros.
6) Ernani pergunta: Finalmente, internet virou sinônimo de redes sociais?
@ninocarvalho responde: Nããããão! Se virou, vamos tentar desvirar rsrsrs... É compreensível essa associação e generalização, mas internet está longe de ser “redes sociais”. Pode ser que o pensador Nepomuceno até diga que a internet é uma grande-mega-consolidade rede social, mas o conceito vai além disso. Nos próximos anos veremos a internet fazer parte da nossa vida além dos computadores. Já é comum (embora irrealista de maneira ampla em países menos desenvolvidos, incluindo o Brasil) internet em dispositivos móveis. Mas veremos a internet presente no metrô, no carro, na geladeira, na TV, no guarda-chuva, na maquininha de coca-cola, nos relógios e nas salas de aula. O que quero dizer é que o conceito de internet é tão vasto que, em um futuro não muito distante só lembraremos da internet quando faltar. Isso mesmo, tipo eletricidade (“ah, acabou a internet...” e uns minutos depois “ih! Voltou!”). A internet nos ajudará –sim- na socialização, mas também no comércio, medicina, evolução do conhecimento etc.
Irei separar aqui algumas frases que me chamaram a atenção, confere aí !
"Nós temos a capacidade de ter vários focos de informação/atenção."
"Estamos criando novas culturas de compartilhamento de informação: Projeto do 1º Robô Open Source do Brasil na Campus Party
"O twitter é sobre coisas que nós gostamos. Mas o que pode ser bom pra vc pode não ser para mim. Porém todos nós gostamos de ser ouvidos"
"Através das redes sociais e aplicativos (Farmville do facebook, por exemplo é o jogo de maior crescimento na história) estamos projetando o real no digital, O ser humano gosta do real"
"A nossa mente, tem dificuldade em separar memória X imaginação de realidade. Por isso é tão bom ir ao cinema, pro seu cerébro você realmente viveu aquilo"
"O Second Life foi demais! Era real demais. Vc espera que a realidade digital te expanda e te permita algo mais, como voar
"Twitter é a primeira ferramenta que nos permite levar o mundo real consigo no telefone"
RT @christianobleffe "O Twitter é o controle remoto da vida"
"O twitter, o gengibre, o Quik e outras que com certeza virão, são ferramentas que permitem sua inclusão do mundo real Online com o mundo real Offline"
A conversa realmente muito boa, tiveram vários momentos legais, acho que eu consegui dar uma pincelada nos pontos que mais me chamaram a atenção. E este vídeo que foi citado na palestra que achei bem interessante e quero compartilhar aqui também
O vídeo fala do Rafinha que faz parte da geração Y e toda essa revolução no modo de as empresas e os consumidores se relacionarem e na maneira do consumidor gerar seu próprio conteúdo (prosumers) e compartilhar.




