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E é sobre esse texto que é o post dessa semana aqui do Blog Mídias Sociais. Além disso o post também vai servir como uma avaliação do professor. Acho isso realmente, excelente, estou resolvendo dois compromissos com um texto só!
Clay Shirky é um jornalista e pesquisador norte-americano, estuda novas mídias e o comportamento do público diante do avanço tecnológico. Neste texto, ele fala sobre a necessidade dos jornais de evoluir, para não morrer. E ao meu ver, isso também se estende, aos jornalistas.
O ano é 1993. No texto Clay Shirky cita que uma determinada coluna de jornal era muito reproduzida, ilegalmente, inclusive por um garoto de 14 anos que era fã do escritor da coluna, e fazia as cópias para que todos pudessem ler o conteúdo. Para tentar resolver esse "problema" chegaram a cogitar soluções ridículas como proibir os softwares de disponibilizarem formas para facilitar o compartilhamento de informação, imaginem só! Outra ideia era cobrar, em forma de micropagamentos, pelo conteúdo e apertar as leis sobre direitos autorais punindo severamente quem não as cumprisse. Eles achavam, erroneamente, que se a iTunes Store fazia sucesso vendendo músicas avulsas na internet o jornal também conseguiria cobrar pelo conteúdo na internet.
"Micropagamentos funciona para o iTunes, logo funcionarão para nós também!"
Mas isso não acontece, pois na internet se alguma coisa é paga, é natural que a pessoa busque uma fonte gratuita para substituir tal conteúdo. A internet hoje se torna cada vez mais colaborativa e focada na opnião de quem está consumindo este conteúdo. O comportamento das pessoas está mudando, o tempo que as pessoas estão na internet está aumentando. O twitter é um fenômeno. O formato do twitter é um fenômeno na verdade....
Tudo está contribuindo para que as pessoas sejam cada vez mais produtoras de conteúdo (prosumers) e que escolham ler ou ver só o que realmente lhes interessa!
"A revolution doesn´t happen when society adopts new tools. It happens when society adopts nem behaviours" Clay Shirky
Para gerar uma discussão em sala de aula o @evandrodeassis sugeriu que a gente argumentasse o que surgiu de novo para contribuir nessa mudança de comportamento. Sabendo que foram muitos fatores que estão influenciando esta mudança de comportamento eu escolhi o twitter para dar mais atenção a este post.
Então li o texto, comecei a escrever este post e sempre estava de olho no twitter. Foi quando tive duas ideias.
Uma foi pesquisar o que se achava, neste exato momento, sobre o Clay Shirky no twitter. E encontrei algumas coisas muito bacanas:
@kgould #TEDx Eureka. The world where information was transmitted by professionals to amateurs is almost gone - Clay Shirky
@DonRudi "La sociedad no necesita periódicos. Necesita periodismo." Clay Shirky
A outra ideia foi pedir a colaboração das inúmeras pessoas que produzem e estudam sobre mídias sociais no twitter. E eu consegui um material muito bacana que fortalece meu comentario em sala de aula. Portanto para terminar vou fechar o texto dando minha visão de como os jornalistas podem salvar os jornais e logo em seguida vou colocar a resposta do Mário Amaya que colaborou neste post.
Em sala de aula eu disse que leio muitos blogs e me informo via twitter. Mas o principal diferencial para mim é saber a opnião de quem tuita a noticia ou retuita e acrescenta um comentário ou quem lê um post bacana e contribui para o artigo deixando um comentário. Este diferencial é muito importante ao meu ver. Não vamos levar em consideração quem diz apenas "bom post", para aumentar o pagerank do seu blog. Nem quem não sabe utilizar da liberdade de se expressar e usa o anonimato para xingar de tudo quanto é nome o jornalista apenas por não concordar com sua opnião ou por acreditar que o jornalista é um vendido que manipula a informação para os interesses dos veiculos e grandes corporações.
Existem muitas pessoas que colaboram sim. E isso é fundamental, tanto para o jornal como para qualquer outra mídia. Então ao meu ver os jornais devem explorar isso, assim como matérias investigativas e procurar outros focos da notícia que sejam verdadeiros para se discutir no dia seguinte. E foi esta linha que o Mauro Amaya seguiu contribuindo para este post. Confira!
Os jornais têm uma coisa que os meios eletrônicos instantâneos não
têm, que é a capacidade de análise. O texto do jornal vai ter que ser
menos descritivo e mais analítico, opinativo e investigativo. Para
suportar esse enfoque, ele deve contar com um banco de dados bem
gerido, conexões ágeis com todos os outros meios e
redatores-especialistas que tenham suporte para investigar a fundo as
suas pautas, não limitando-se a traduzir e repetir genericamente as
notícias dos outros veículos no mesmo dia em que saem, como acontece
muito na Web.
Eu leio no email a versão eletrônica de um veículo que é exatamente dessa
forma, o New Republic. Se você ler só ele, ainda vai entender das
pautas abordadas, mas também vai ter exposição a um sadio confronto de
opiniões de quem entende delas. Um equivalente no mundo da informática
é o Ars Technica.
O povo que só quer saber do hype mais novo tende a construir uma
cultura rasa e viver numa insatisfação camuflada. Veículos mais
profundos precisam descobrir meios de trazer para si esse público. Mas
simplesmente questionar o noticiário imediatista não vai rolar.
Precisa ser mais atraente e trabalhado. Mais alguns anos e as
condições culturais para isso vão estar no lugar. Até lá, vai ser
dureza mesmo. Mário Amaya
@marioamaya escreve o blog Different Thinker
Para este ciclo de colaboração se completar, gostaria de saber a opnião de vc's. Por isso participem, deixem comentários :-]







